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É hora de chorar o incêndio no Pantanal

O fogo invadiu furiosamente regiões nunca antes atingidas. Até a área úmida ao redor da Serra do Amolar, das mais belas do Pantanal

Temos visto nos últimos dias, na maioria dos canais de comunicação, imagens terríveis dos incêndios que assolam a maior parte da área do Pantanal de MS a MT.

Só havíamos visto imagens semelhantes no grande incêndio da Austrália do ano passado, que destruiu a flora e fauna do País e que exigira mais de 25 anos para se recuperar.

Pensávamos que com a vinda de mais aviões, equipamentos, e principalmente gente especializada e voluntários, a situação pudesse rapidamente ser revertida.

Na realidade, em parte devido ao calor extremo e falta de chuva, a situação piorou. O nível de agua dos rios e lagoas é baixíssimo.

O fogo invadiu furiosamente regiões nunca antes atingidas. Até a área úmida ao redor da Serra do Amolar, das mais belas do Pantanal, e da reserva do Parque Nacional do Pantanal, santuário da vida animal, foram devastadas pelo fogo.

Há opiniões divergentes sobre as origens desses incêndios: fenômenos naturais, apenas a inclemência do tempo, queimadas que fugiram de controle, mãos deliberadas do homem ocultando interesses inconfessáveis, etc… Os números são impressionantes: mais de dois milhões de hectares queimados, mais de 23% do Pantanal de MS e MT já destruídos.

Mesmo que o fogo seja extinto agora, quanto tempo a natureza (fauna e flora) levará para se recuperar totalmente?

E agora no dia 28 de setembro, um incêndio se iniciou na Ilha verde, entrada norte do Paraguay Mirim. Por dois dias e duas noites este fogo se alastrou e varreu toda a área do Pontal, engolindo pastagens, matas nativas, casas e benfeitorias.

Até a base de campo do Instituto AGWA, na margem direita do Paraguay Mirim e outras fazendas foram atingidas.

O avanço deste foi registrado nos sistema de acompanhamento de satélites da NASA, cuja as imagem podem ser acessadas para a melhor compreensão deste fato:

  clique aqui para acessar o link

Por: Reinaldo Barros

Edição: Flavio Fontoura

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