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Com técnicas de inteligência emocional, projeto da Agepen desenvolve o autoconhecimento com internas da capital

Autorresponsabilidade foi tema de uma live transmitida às internas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na capital. A ação integra o projeto de “Inteligência Emocional no Ambiente Prisional”, que vem sendo realizado desde o ano passado na unidade penal, e inicia a segunda turma com 25 reeducandas.

Respeitando os protocolos de biossegurança em combate à Covid-19, a capacitação será realizada em quatro encontros virtuais e tem como base o livro “O Poder da Autorresponsabilidade”, do autor Paulo Vieira.

Realizada na última semana, o encontro virtual contou com a participação do diretor de Políticas Penitenciárias do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Sandro Abel Sousa Barradas, que destacou a importância do sonhar e realizar.

“Se você não sonha, se você pula etapas, você vai voltar para esse deserto, pois você está nesse deserto para poder passar por uma transformação. Por isso sonhe, prospere, mas dependa da sua autorresponsabilidade com seus sonhos e com seus propósitos”, afirmou.

Ministrada pela servidora Karine Godoy, a live também contou com a participação do representante do Depen, Sandro Abel.

O projeto é ministrado pela servidora da Agepen, Karine Godoy, que também é coach e especialista em neurociência e, tem como objetivo possibilitar a reflexão sobre as situações vivenciadas, além de incentivar a busca por escolhas assertivas.

“Nosso foco é trabalhar com as internas o autoconhecimento, a autoconsciência para conseguir atingir o poder da autorresponsabilidade, e a partir daí, romper o ciclo de decisões erradas, para então, conseguir mudar, de fato, o destino. É muito importante que elas entendam que são as únicas responsáveis pelos seus resultados, seja bons ou ruins”, explicou Karine.

A iniciativa é desenvolvida pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da Diretoria de Assistência Penitenciária e de sua Divisão de Educação, com apoio da 52ª Promotoria de Justiça.

Para a diretora da unidade penal, Mari Jane Boleti Carrilho, abordar esse tema com mulheres em situação de prisão representa um momento de incentivo, motivação e de recursos capazes de transformar suas crenças e sonhos.

Com duração de duas horas, a live foi organizada pelo setor psicossocial, representado pelas servidoras Liléia Souza Leite e Cristiane Soares Camargo, e também contou com a participação da promotora de justiça, Jiskia Sandri Trentin.

O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, agradeceu todos os colaboradores envolvidos e ressaltou a importância da autorresponsabilidade.

“Esse é um momento de conscientização, por se tratar de um tema muito relevante e de extrema necessidade a toda sociedade, independente de classe ou poder aquisitivo, isso melhora a pessoa, traz uma evolução, por isso apoiamos iniciativas como essa dentro do sistema penitenciário que incentivam esse contexto da ressocialização”, finalizou o dirigente.

Toda as participantes ganharam o livro que é tema dos encontros, juntamente com um kit de maquiagem, como símbolo de transformação de possibilidades.

Tatyane Santinoni, Agepen

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