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Escola estadual encerra Mês da Consciência Negra com live e participações da África

Encerrando as atividades do Mês da Consciência Negra, a Escola Estadual Professora Fausta Garcia Bueno, de Campo Grande, realiza nesta segunda-feira (30) a live “Brasil, meu Brasil Africano

Encerrando as atividades do Mês da Consciência Negra, a Escola Estadual Professora Fausta Garcia Bueno, de Campo Grande, realiza nesta segunda-feira (30) a live “Brasil, meu Brasil Africano”. A transmissão via Facebook, a partir das 18h, contará com duas participações diretas da África. Confira aqui.

O Mês da Consciência Negra propõe uma reflexão sobre a cultura dos povos de origem africana no Brasil. Além de ser caracterizado pelas celebrações que inspiram luta e resistência, o período também é de debate sobre as desigualdades enfrentadas diariamente pelos negros mais de 132 anos após a abolição da escravidão no Brasil.

Para ampliar as discussões com a comunidade escolar, a live vai contar com a participação da brasileira Geni Alves Ribeiro, que é pedagoga e vive há 12 anos em Gâmbia. Ela vai falar sobre suas experiências com a Educação no continente considerado o berço da humanidade.

Já a segunda participação na transmissão é de um africano legítimo. Nascido na aldeia da Memmeh, em Gambia, Paul Mendy é voluntário na organização Yawan (Jocum) e desenvolve ações sociais com crianças e jovens na área dos esportes. Ele vai falar sobre o trabalho desempenhado no próprio país.

Segundo o professor Cesar Floriano, a transmissão ao vivo no Facebook da escola é mais uma das atividades propostas dentro do projeto “Brasil, meu Brasil africano: a exaltação da cultura afro-brasileira através da fotografia”. “Parafraseando Ary Barroso, o projeto intitulado ‘Brasil, meu Brasil Africano’ objetiva esclarecer aos estudantes a “Aquarela do Brasil” existente dentro da diversidade cultural do País”, disse.

“Para alcançar a superação de discriminações e preconceitos como racismo, trabalhamos este projeto com os estudantes, parte deles inseridos nas Comunidades Quilombolas Tia Eva”, completou a professora Andréa Macedo, de Língua Portuguesa

De Campo Grande à África

Quem também vai participar da live é a jovem Sandy Padilha, de 20 anos. Ex-aluna da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, ela concluiu o Ensino Médio em 2017 em Campo Grande e decidiu ir para a África, para vivenciar outra realidade de vida. Sandy passou pelo Senegal e por Gambia. Agora, quer compartilhar suas experiências com os colegas da Escola Estadual Professora Fausta Garcia Bueno.

Confira abaixo a lista dos participantes da live “Brasil, meu Brasil africano”.

Alissan, cantora e participante do The Voice Brasil 2020, programa musical da TV Globo;

Ana Carolina Dartora, professora, historiadora, doutoranda em Educação e primeira vereadora negra de Curitiba (PR);

Ana José Alves, subsecretária estadual da Igualdade Racial em Mato Grosso do Sul e integrante do Coletivo de Mulheres Negras de MS;

André Marinho, cantor do extinto grupo Br’oz e jurado do Canta Comigo Teen, programa de TV da Record, exibido aos domingos;

Escola de Samba Igrejinha, de Campo Grande;

Flávia Oliveira, jornalista, comentaria da Globonews, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN e podcaster no Angu de Grilo;

Katiuscia Ribeiro, filosofa, mestra e doutoranda em Filosofia Africana e apresentadora do programa Afrikafé com as pretas;

Max Bertuani, criador de conteúdo digital no Tik Tok, influencer periférico e militante da cidade de Ibirité (MG);

Renatinha, integrante do Grupo Sampri, de música brasileira, formado por três irmãs;

Ronaldo Jefferson da Silva, presidente da Associação dos descendentes da Tia Eva (ex-escrava e fundadora da comunidade São Benedito);

Rosana Anunciação Franco, coordenadora de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Campo Grande;

Sergio Antônio da Silva (Sr. Michel), bisneto da Tia Eva;

Williann Reis, coordenador do Grupo Afroreggae, colunista da revista Veja Rio e empreendedor social;

Zezé do Acarajé, única mulher de MS federada à Associação Nacional das Baianas de Acarajé  (ABAM).

Bruno Chaves, Subcom
Ilustração elaborada pelo artista Jesso Alves, com exclusividade para o projeto “Brasil, meu Brasil africano”

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