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Nova campo grande recebe sistema inovador para afastar risco de água minar no asfalto

Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, este sistema garante durabilidade ao pavimento porque evita que a água do lençol freático suba até a superfície e destrua o asfalto

Mesmo neste período do ano caracterizado por chuvas frequentes, os obras de infraestrutura do Nova Campo Grande seguem em ritmo acelerado e contam com 30% da drenagem prevista na primeira etapa do projeto já concluída. O bairro recebe a implantação de um sistema inovador de captação e escoamento da enxurrada, usado pela primeira vez na Capital.Além de 12,7 km de tubulação convencional, serão implantados 6,7 km de drenos geocompostos, acompanhando o meio fio. O sistema tem o formato de rede, enterrada a 1,5 metro da superfície, para captar a água do lençol freático e escoar até as bocas de lobo, e daí chegar a tubulação de drenagem.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, este sistema garante durabilidade ao pavimento porque evita que a água do lençol freático suba até a superfície e destrua o asfalto.” É a solução indicada para solos com as características iguais ao da Nova Campo Grande, onde perfurar um metro é suficiente para a água minar naturalmente e, muitas vezes, na época de chuva, escorrer a céu aberto”, detalhou.

No formato tradicional, em locais de lençol freático aflorado, a tubulação é assentada sobre pedras, sendo protegida por uma lona porosa para a água escoar embaixo dos tubos e do aterro.

A implantação da drenagem em algumas ruas do Nova Campo Grande, como a Avenida Amaro de Castro Lima, não é uma tarefa simples , segundo o engenheiro Franscisco Martínez, superintendente de Obras da Sisep . Ele explica que será necessário abrir uma valeta de 3 metros de profundidade, bombear a água que brota no fundo, colocar pedra rachão, para depois assentar os tubos de até 1 metro de diâmetro.

Dos 12,7 km de drenagem programados, já foram implantados quase 3,8 km, sendo 1,2 km nas Avenidas 7, Anne Salim Saaaf e Solon Padilha ,vias que ligam o polo empresarial Oeste. Também já estão prontos 640 metros de tubulação colocados desde o Córrego Imbirussu, sob o pontilhão margeando a Avenida Duque de Caxias até a Rua 52, uma das entradas do Nova Campo Grande.

Em janeiro começa a construção da ponte de 40 metros sobre o Córrego Imbirussu, no prolongamento da Avenida 7. A obra vai facilitar a vida dos 1.850 funcionários das 53 empresas do polo empresarial porque vai encurtar em 6 km o trajeto deles até o trabalho.

O que já foi feito

Nós 45 dias de andamento das obras da primeira etapa de pavimentação do Nova Campo Grande, já foram executados 3,8 km de drenagem, abrangendo as ruas 51, 50, 55 e 57, avenidas Amaro de Castro Lima, Anne Salim Saaaf, 7 e Solon Padilha.

O projeto abrange 16 quilômetros de drenagem, o asfaltamento de 24 ruas (somando uma extensão de 20 km) e a execução de 9 km de recapeamento.

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