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Precisamos evitar o pior, diz secretário de Governo Sérgio Murilo

Só o aumento de restrições e trabalho conjunto com municípios poder evitar o que   ninguém quer -  o lockdown

O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Sérgio Murilo, comandou nesta sexta-feira (19) edição extra do Programa Prosseguir, que monitora o avanço da pandemia em todos os 79 municípios e recomenda medidas para cada um deles.

O quadro, segundo ele, é extremamente preocupante, em decorrência da pressão exponencial de novos casos e o risco de esgotamento do sistema de saúde. “Precisamos trabalhar com a realidade: ou conseguimos fazer um isolamento social realmente eficiente, amplo, ou vamos caminhar na direção do que já está acontecendo em outras estados, que tiveram que fechar tudo. Só o isolamento social bem feito evita o lockdown”, alertou.

Avaliação do secretário de Governo decorre do fato de que o Mato Grosso do Sul apresenta uma das piores médias de isolamento social desde o começo da pandemia. Agora, com a terceira onda, mais contagiosa e letal, o cenário está mudando e colocando em risco todo o bom trabalho feito até aqui. Ele lembra que o Estado estava entre aqueles que menos perderam vidas e tem o terceiro menor desemprego no país.

“Nosso desafio central é continuar equilibrando as medidas sanitárias necessárias com atividades  seguras. Ocorre que, no pico da pandemia, se não fizermos bem o dever de casa, vamos acabar caminhando para o que ninguém quer – o fechamento de quase tudo, a exceção dos serviços essenciais, como já está acontecendo Brasil afora”.

Murilo lembra que o Estado, como coordenador do sistema de saúde, faz  alertas aos municípios e recomenda medidas, deixando a cargo dos prefeitos e gestores municipais as principais decisões sobre o nível de restrição, de acordo com a realidade de cada cidade.

“A gente espera que haja muita responsabilidade nesta hora, sob pena do Estado ter que se  impor , considerando o agravamento da emergência na saúde.” Para Murilo, é preciso haver trabalho coordenado e alinhado em torno das medidas, para que elas surtam o efeito desejado “e a gente evite o pior “.

Assessoria Segov
Foto: Saul Schramm

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