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Em três meses, Samu no DF recebeu 6,3 mil trotes

Central 192 registrou 195,3 mil chamadas no trimestre

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) recebeu, de janeiro a março de 2021, 195,3 mil chamadas na Central 192 (Central de Regulação de Urgências). Desse total, 6.398 foram catalogadas pelos operadores do sistema como trotes, o que acaba criando transtornos e dificuldades cruciais no atendimento de paciente em toda a unidade da Federação.

Com o aumento das solicitações e das chamadas por conta da crise de covid-19, o diretor do Samu, Victor Arimatea, explica que o ideal é zerar o registro de trote nos relatórios porque isso gera demanda reprimida.

“Enquanto um dos nossos teleatendentes atende uma chamada de trote, existe uma pessoa com uma ocorrência verdadeira sem conseguir falar com dos nossos técnicos auxiliares de regulação médica, pois são só sete profissionais realizando esse atendimento inicial.”

Queda

Apesar do ainda alto número de trotes recebido pelo Samu, o registro desse tipo de “brincadeira” tem caído. Em janeiro de 2020, os operadores registraram 6.816 trotes. No mesmo mês deste ano, foram 2.386.

“A gente atribui essa queda à maior conscientização das pessoas, principalmente neste momento de pandemia, em que as equipes de saúde têm sido mais solicitadas e, também, ao projeto Samuzinho, que conscientiza as crianças nas escolas sobre a importância do serviço prestado pelo Samu e de que elas podem ligar no caso de uma necessidade, como um adulto que cuida dela passar mal”, destaca Victor Arimatea

O projeto Samuzinho foi idealizado pelo Samu do Distrito Federal em 2007, com o intuito de conscientizar as crianças em relação aos problemas causados por ligações indevidas para número de emergência 192.

Desde a sua implantação, o projeto já instruiu mais de 14 mil pessoas em instituições privadas e públicas, principalmente em escolas.

O Samu foi implementado em agosto de 2005, no Distrito Federal, com a finalidade de realizar atendimentos de urgência, emergência e transporte hospitalar.

*Estagiário sob a supervisão de Lílian Beraldo

Edição: Lílian Beraldo

Por Lukas Augusto* – Estagiário da Agência Brasil – Brasília

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