
No vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu as críticas feitas pelo vice-presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), contra ele.
Em entrevista na última quarta-feira (24), Alckmin afirmou que Bolsonaro é “um desocupado” e defensor de “uma tese quase incivilizatória”.
Alckmin, em uma entrevista ao portal UOL, afirmou: “Não é que ele atrapalha o governo, é uma coisa meio panfletária, descompromissada com as coisas, fake news, e advoga uma tese quase incivilizatória. Quem não é democrata não deve participar da eleição.”
Na última sexta-feira, dia 26, em Angra dos Reis, na costa do Rio de Janeiro, Bolsonaro fez referência às afirmações de Alckmin e recordou os escândalos de corrupção passados em São Paulo que envolveram o governo da época.
“Bolsonaro, em um vídeo divulgado pelo portal Metrópoles, afirmou que ‘Ele, quando estava governando São Paulo, era muito preocupado com merenda escolar. Muito preocupado com merenda escolar e também muito preocupado com o Rodoanel. E também falava que o Lula era bandido. E hoje estão juntinhos’”.
Alckmin: “Bolsonaro é um desocupado.”
Bolsonaro: “As preocupações do Alckmin sempre foram a merenda escolar, o Rodoanel e chamar o Lula de ladrão…” pic.twitter.com/NhU5mxl2sx— Zucco (@deputadozucco) January 26, 2024
Investigações sobre Rodoanel e merenda marcaram governo Alckmin em SP
No período em que Alckmin estava no poder, surgiram acusações de sobrepreço na aquisição de merenda escolar. As investigações relativas à “máfia da merenda” tiveram início em 2016, com a implementação da Operação Alba Branca pelo Ministério Público de São Paulo. Integrantes do alto comando de Alckmin foram investigados e incriminados, no entanto, os processos foram arquivados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 2018, a Polícia Federal iniciou uma operação para deter indivíduos suspeitos de desvio de fundos da construção do segmento norte do Rodoanel em São Paulo. Embora Alckmin fosse governador do Estado na época, ele não foi incluído entre os acusados pelo Ministério Público. No entanto, no âmbito civil, o Ministério Público imputou ao governador da época uma acusação de improbidade administrativa e solicitou a restituição de mais de R$ 5,4 bilhões. O caso foi descartado pelo tribunal.