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Caboclo prometeu ao governo federal trocar de Tite por Renato Gaúcho na terça-feira

Renato é um declarado apoiador de Bolsonaro, o que faz com que o governo fique ainda mais feliz com este possível desfecho.

Depois das manifestações de Tite e do capitão Casemiro, mostrando que comissão técnica e jogadores da seleção brasileira não estão confortáveis em jogar a Copa América no Brasil, o governo federal recebeu uma mensagem tranquilizadora do então presidente da CBF, Rogério Caboclo. No que dependesse dele, a Seleção teria um novo técnico na competição: Renato Gaúcho.

O governo ouviu uma resposta tranquilizadora de Caboclo no sábado, um dia antes de ser afastado: Tite será demitido, e um novo técnico, Renato Gaúcho, fará uma convocação com os principais jogadores para a Copa América. Usará como argumento, inclusive, o fato de estar chegando e precisar do torneio para montar um time a um ano e meio da Copa do Mundo.

No sábado, por e-mail, o diretor de Governança e Conformidade da CBF, André Megale, recomendou a Caboclo que se licenciasse do cargo por tempo determinado para “comprovar sua inocência”. Isolado no cargo, o dirigente também estava em guerra com a comissão técnica e os jogadores da seleção brasileira convocados para os jogos das eliminatórias.

Mas o que o governo tem a ver com técnico da Seleção?

O Planalto é o grande fiador da realização da Copa América no Brasil. A CBF recebeu um pedido da Conmebol para socorrer a entidade depois da recusa de Colômbia e Argentina em sediar a competição, na qual ela já investiu mais de US$ 30 milhões — o país sede não recebe nada, diretamente, para organizar o torneio.

O secretário geral da CBF, Walter Feldman, entrou em contato com o governo e o mais forte ministro de Bolsonaro, o general Luis Eduardo Ramos, que pessoalmente cuidou de viabilizar tudo.

O Planalto entende que esta Copa América pode ser uma grande vitória política, de o governo mostrar que o país tem capacidade de organizar uma competição continental em questão de dias, na linha: “A Argentina desistiu, a gente foi lá, fez e foi um sucesso”.

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