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ESCOLAS PRIVADAS SÃO PROTAGONISTAS NA RETOMADA SEGURA DAS ATIVIDADES ESCOLARES EM CAMPO GRANDE-MS

Temos de reconhecer que as aulas presenciais interrompidas no mês de março serão retomadas em algum momento

A reunião do setor privado de educação, para elaborar um cronograma de retomada, é vista com desconfiança por parte da sociedade. Mas somente quem conhece a luta destes educadores podem compreender seus motivos. Não se trata de colocar crianças e professores em risco à exposição da pandemia causada pelo Coronavírus. A elaboração do plano de biossegurança para instituições escolares para o retorno de atividades presenciais é uma necessidade nesse novo tempo de Covid-19. Temos de reconhecer que as aulas presenciais interrompidas no mês de março serão retomadas em algum momento em nosso país e quando retornarem deverão oferecer segurança para pais, professores e alunos.

As medidas de bloqueio do coronavírus fecharam parcial ou totalmente as escolas para mais de 90% da população estudantil do mundo em 186 países e territórios. Depois de fechar as escolas para impedir a disseminação do coronavírus, vários países como Dinamarca e Japão começaram a reabri-las. Até o momento, cerca de 40% das escolas foram reabertas, segundo a UNESCO. As novas medidas de segurança vão desde manter as janelas abertas para ventilação, espaçar as mesas a um metro e meio e retomar as aulas para alunos de uma certa idade. Em diversos países do mundo e algumas cidades brasileiras, os projetos de biossegurança seguem normativas e orientações que diminuam o risco de contágio pelo vírus causador da Covid-19.

Também haverá um planejamento específico para aqueles estudantes que não podem retornar por fazerem parte do grupo de risco. Sem dúvida, a rotina escolar será bem diferente. As instituições de ensino já estão se planejando para essa nova etapa, adquirindo equipamentos de EPIs, estudando seus espaços físicos, avaliando os profissionais dos grupos de risco, entre outros fatores. Há uma expectativa para o retorno no setor, mas também há um consenso de que só retornaremos se tivermos segurança para nossos alunos, professores e funcionários”, afirma Ana Maria Moura Bernardinelli, diretora de uma escola na capital.

Para elaboração desse projeto de retomada, o setor está se inspirando em experiências bem-sucedidas já iniciadas no Brasil. A Prefeitura de Sinop, no Mato Grosso, permitiu a retomada gradativa das aulas presenciais em instituições de ensinos da rede privada, sendo que a presença está sendo facultativa. Na última segunda, 11 de Maio, data que as aulas foram retomadas na cidade, havia ansiedade, organização e sorrisos radiantes quando os alunos começaram a voltar para as salas de aula de suas escolas em Sinop-MT. Nos seus 470 anos de história, o sistema escolar do Brasil raramente se viu tanta emoção; algumas crianças declararam que era melhor que seu aniversário e outras choraram quando chegou a hora de ir para casa.

A oposição à reabertura não reconhece os danos às crianças desfavorecidas pela falta de escola. A escola não ocupa na vida da criança somente aspectos relacionados ao conhecimento acadêmico. Todos aspectos que envolvem a integridade emocional das crianças são direitos indiscutíveis quando se trata de ambiente escolar. Mais do que educar, a escola brasileira tem a função de integrar a criança ao mundo, por meio do processo conhecido como socialização. Retirar esse direito da criança, mesmo que de forma provisória, pode causar danos irreversíveis a longo prazo.

Se houver um lado positivo para os dramas escolares da COVID-19, alguns gestores escolares esperam que haja uma nova visão do setor e resolverem os problemas que vêm se

aprofundando e mudar os hábitos de décadas. A participação da família no contexto escolar é um deles. A falta de apoio governamental à educação privada que tem resultados nas avaliações internacionais como o PISA, comparados a países de primeiro mundo, é um outro grave problema.

A crise do coronavírus nos faz refletir sobre o papel vital que as escolas desempenham na sociedade. Elas são essenciais para a economia, não apenas porque permitem que os pais trabalhem, mas porque educam os trabalhadores do futuro. As escolas são um lugar seguro para nossos filhos e reúnem a comunidade em torno de um propósito: o futuro de nosso país.

Da redação Mídia News Campo Grande

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