
Durante um simpósio organizado pela Câmara dos Deputados na manhã de terça-feira, 23, o youtuber e influenciador Felipe Neto referiu-se ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), como “excrementíssimo”.
Felipe Neto, que participou via videoconferência, foi convidado para falar sobre a “regulamentação” das redes sociais.
“É preciso fazer com que o povo esteja do nosso lado”, afirmou o influenciador. “Eles continuam acreditando na censura. É preciso que a gente fale mais, como o Marco Civil da Internet brilhantemente fez. E é possível que a gente altere a percepção do Projeto de Lei 2630, que infelizmente foi triturado pelo ‘excrementíssimo’ Arthur Lira.”
A expressão “excrementíssimo” é uma substituição feita para a palavra “excelentíssimo”, um pronome de tratamento geralmente utilizado por parlamentares para se referir ao presidente da Câmara. Neste contexto, Felipe Neto fez uma referência à palavra “excremento”, que pode ser interpretada como fezes/urina ou uma pessoa sem valor.
Conforme a investigação da Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, foi confirmado pela assessoria de Lira que o político não irá reagir aos comentários do youtuber.
Felipe Neto na câmara dos deputados chamando o presidente @ArthurLira_ de “excrementissimo”. É o garoto propaganda do Lula mandando recado? pic.twitter.com/oBsXwcMHmO
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 23, 2024
Projeto mencionado por Felipe Neto foi arquivado no começo de abril
No começo de abril, o PL da Mordaça foi arquivado por Arthur Lira. A proposta tinha como objetivo estabelecer regras para as redes sociais e monitorar a liberdade de expressão online.
Após uma reunião com líderes partidários da Câmara, o presidente comunicou a formação de um grupo de trabalho para debater sobre “fake news” e a regulamentação das redes sociais. No entanto, Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto, não participará da reunião.
A análise concluiu que o PL proposto por Orlando Silva “não ia a canto nenhum” na forma como estava. A avaliação indicou que o projeto apresentado pelo relator estava “contaminado”.
As informações são da Revista Oeste