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Supremo mantém bloqueio do X no Brasil, mas Fux faz ressalvas

Ministros da Primeira Turma do STF votam por unanimidade pela suspensão da rede social X, com decisão provisória que ainda será analisada.

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, por unanimidade, manter o bloqueio da rede social X no Brasil até que a plataforma nomeie um representante legal no país. A decisão, tomada nesta segunda-feira (2), reforça a determinação do ministro Alexandre de Moraes, que já havia ordenado a suspensão da rede na última sexta-feira (30). A medida, que tem caráter provisório, ainda será analisada de forma definitiva em outra oportunidade.

Além de Moraes, que é o relator do caso, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram integralmente a favor do bloqueio. No entanto, o ministro Luiz Fux, que também acompanhou a decisão, fez algumas ressalvas. Ele destacou que a decisão não deve atingir pessoas naturais e jurídicas que não sejam parte do processo, a menos que essas utilizem a plataforma para burlar a ordem judicial.

A determinação de Moraes também impõe uma multa diária de R$ 50 mil para quem tentar acessar a rede X por meio de “subterfúgios tecnológicos”. Contudo, Moraes voltou atrás na decisão que ordenava a retirada de aplicativos de redes privadas virtuais (VPNs) das lojas do Google e Apple, permitindo assim que os programas continuem disponíveis, mesmo após o bloqueio do X.

Flávio Dino justificou seu voto embasado em princípios constitucionais, como a soberania nacional e o respeito às decisões do Judiciário, frisando que a liberdade de expressão não cobre violações ao ordenamento jurídico. Cristiano Zanin, por sua vez, ressaltou que o Judiciário tem o poder de adotar todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento de suas ordens, conforme o Código de Processo Civil.

A ministra Cármen Lúcia também apoiou a decisão de Moraes, destacando que o papel do STF é proteger as liberdades e evitar atitudes censórias. Ela reforçou que a decisão não presume a ilegitimidade da conduta de quem usa ferramentas tecnológicas de maneira adequada, mas sim visa assegurar a civilidade e a responsabilidade no uso dessas ferramentas.

Com imformação do Pleno News.

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