
Aqueles que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alegados clientes do Nubank utilizaram o X, antes conhecido como Twitter, para manifestar a vontade de encerrar suas contas no banco.
Após Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank, postar uma história no Instagram acerca de um evento organizado pelo Brasil Paralelo, uma produtora de conteúdo de tendência conservadora frequentemente ligada a admiradores do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve uma reação. Na postagem, feita na noite de segunda-feira (17), Cristina mostrou um convite para o evento “We Who Wrestle With God”, uma palestra ministrada pelo psicólogo canadense Jordan Peterson, famoso por suas ideias conservadoras. A empresária agradeceu pelo convite e mencionou os perfis de Peterson, Brasil Paralelo e @fronteirasweb, responsável pela realização do evento.
Junqueira, que tem mais de 418 mil seguidores em seu perfil pessoal no Instagram, expressou sua gratidão pelo convite para participar de um evento organizado pelo Brasil Paralelo, uma plataforma que produz conteúdo alinhado ao espectro político de Bolsonaro.
A publicação gerou uma enxurrada de feedback negativo nas redes sociais e na plataforma comunitária mantida pelo banco para seus clientes. Este incidente acontece pouco depois do Intercept Brasil reportar que o Nubank manteve um engenheiro de software em sua equipe por quase dois anos, o qual foi identificado como um dos fundadores de um fórum famoso por espalhar crimes de ódio, pornografia infantil e antissemitismo.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) está entre os críticos da postagem de Cristina Junqueira. Ela compartilhou a publicação da executiva, juntamente com outros posts sobre a relação do Nubank com o Brasil Paralelo.
Você já fez uma boa ação hoje? @nubank pic.twitter.com/v8O7y7wJJ6
— Bruno Seligman de Menezes (@brunosmenezes) June 18, 2024