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Após criticar governo, influencer agora faz campanha com MEC

Ivan Baron se une a campanha do ministério da educação apesar de ataques ao governo

O influenciador Ivan Baron, que ganhou notoriedade ao subir a rampa do Palácio do Planalto na posse de Lula em janeiro de 2023, agora participará de uma campanha do Ministério da Educação (MEC). O objetivo da ação é promover políticas educacionais anticapacitistas e ampliar a inclusão de pessoas com deficiência.

A participação de Baron no projeto, no entanto, chama atenção porque ocorre apenas três meses depois de ele ter criticado duramente o governo Lula, justamente pela forma como trata as pessoas com deficiência.

Segundo uma reportagem da Agência Brasil, Baron será um dos “embaixadores” da campanha nacional do MEC e pretende percorrer o país para falar sobre o anticapacitismo e fortalecer a educação inclusiva.

“A proposta de rodar o Brasil todo para falar sobre a temática do anticapacitismo é fortalecer a educação inclusiva”, declarou o influencer.

Influencer Criticou Governo e Depois Apagou Postagem

Em dezembro de 2023, Baron publicou um vídeo crítico ao governo em suas redes sociais, atacando o então Projeto de Lei 4.614/2024 – posteriormente sancionado como Lei 15.077/2024. A norma mudou regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), passando a exigir registro biométrico e atualização cadastral obrigatória a cada dois anos para os beneficiários.

Na época, Baron denunciou o governo por capacitismo, especialmente por conta da definição usada no plano de medidas fiscais de Lula para descrever pessoas com deficiência.

“O plano de medidas fiscais reconhece pessoas com deficiência como aquelas que têm ‘incapacidade para uma vida independente e para o trabalho’. Sim, essa foi a expressão usada no documento oficial apresentado pelo governo. O auge do capacitismo”, criticou Baron na postagem.

A repercussão foi intensa, e, pouco tempo depois, Baron apagou o vídeo de suas redes sociais sem explicações.

Agora, com a nomeação como embaixador da campanha do MEC, sua postura levanta questionamentos sobre uma possível mudança de posicionamento após aproximação com o governo federal.

A participação do influenciador na campanha reacende o debate sobre a relação entre ativistas e governos, e se as críticas feitas no passado foram realmente baseadas em convicção ou se havia outros interesses envolvidos.

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