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“Minha meta de vida será fazer você pagar por toda a sua crueldade”, diz Eduardo Bolsonaro a Moraes

Para o deputado, a única forma de barrar esse “regime de exceção” é com pressão internacional.

Por: Pablo Carvalho

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (21), durante live transmitida nas redes sociais, que não retornará ao Brasil por temer ser preso arbitrariamente. O parlamentar anunciou que seguirá nos Estados Unidos, em licença sem remuneração, para denunciar violações de direitos humanos e buscar sanções contra autoridades brasileiras.

Segundo Eduardo, o ministro do STF Alexandre de Moraes tem ultrapassado todos os limites constitucionais. Ele alega que há uma campanha sistemática de censura, perseguição política e abuso de autoridade promovida pelo magistrado. Para o deputado, a única forma de barrar esse “regime de exceção” é com pressão internacional.

Eduardo explicou que as possíveis sanções aos envolvidos nas violações se baseariam na Lei Magnitsky, norma americana que prevê punições severas, como o congelamento de bens e bloqueio de contas bancárias. “Isso é muito mais que a perda do visto. É a morte financeira”, declarou, destacando que quem fizer negócios com os sancionados também será punido.

A live também abordou o silêncio da Procuradoria-Geral da República. O deputado criticou o procurador Paulo Gonet por supostamente “jogar junto” com Moraes. “Estão vendendo a alma ao diabo para manter seus cargos”, acusou, lembrando que já passaram mais de 18 dias sem resposta do PGR sobre o pedido de apreensão do seu passaporte.

Para Eduardo, a diplomacia legislativa é a última esperança para frear o que classifica como “caminho venezuelano”. Ele mencionou articulações com parlamentares norte-americanos e europeus, inclusive propostas de resolução no Parlamento Europeu contra Moraes. “A pressão tem que vir de fora. Aqui dentro, já tomaram tudo”, lamentou.

Ele também saiu em defesa da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Citou casos como o de Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos por escrever “Perdeu, mané” com batom numa estátua. “Gente humilde está sendo massacrada por um sistema que perdeu qualquer senso de humanidade”, afirmou.

Eduardo rebateu as críticas de que estaria pedindo sanções contra o Brasil. Segundo ele, as medidas são direcionadas a um grupo específico de autoridades. “O que busco é justiça, não retaliação ao país”, reforçou, apontando que as ações do governo Lula e do Judiciário podem, sim, acabar trazendo sanções mais amplas à nação.

Durante a transmissão, o deputado fez duras críticas ao Drex — moeda digital planejada pelo Banco Central com apoio do governo. Para ele, o modelo representa uma ameaça às liberdades individuais e ao livre mercado. Defendeu o uso de criptomoedas como alternativa ao controle estatal.

Eduardo também comentou sobre a repercussão internacional do seu “autoexílio”. Disse ter recebido apoio de políticos do México, Espanha e Polônia, e que a notícia foi destaque em veículos como New York Times, Washington Post e agências internacionais. “O mundo está vendo o que acontece no Brasil”, frisou.

Apesar de afastado temporariamente do cargo, Eduardo afirmou manter forte articulação com seus aliados. Disse confiar no trabalho do deputado Zucco à frente da Comissão de Relações Exteriores e garantiu que suas pautas serão mantidas. “Felipe Barros, Mário Frias, General Girão: estamos todos na mesma missão”, assegurou.

O parlamentar encerrou a live reforçando que sua decisão de permanecer nos EUA foi tomada para proteger sua família e seguir com sua missão. “Se Alexandre de Moraes quer me prender, então é aqui que vou ficar. E vou trabalhar mais do que nunca para que ele pague por tudo que fez”, concluiu.

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