
Durante entrevista à Rádio Auriverde na terça-feira (1), o advogado Jeffrey Chiquini, advogado do Tenente-Coronel do Exército Rodrigo Bezerra, afirmou que os recentes gestos de aparente recuo por parte do STF fazem parte de uma “estratégia nefasta”. Segundo ele, decisões como a prisão domiciliar de Débora dos Santos têm o objetivo de desmobilizar manifestações e “acalmar o clamor popular” antes do 6 de janeiro. “É um passo pra trás pra depois dar três pra frente”, alertou.
Chiquini explicou que a prisão domiciliar concedida a Débora é apenas temporária, uma vez que só se aplica durante a fase provisória do processo. Ele afirma que, assim que o ministro Fux devolver o pedido de vista, “ela volta pra penitenciária”. O advogado classifica a medida como uma tentativa de esvaziar o apelo social em torno do caso e desarticular a pressão pela anistia.
Sobre a chamada delação de Mauro Cid, o advogado foi categórico: “Aquilo não é delação premiada, é confissão forçada. Não tem documento, não tem prova”. Ele afirmou que regimes totalitários recorrem a delatores quando faltam evidências e denunciou o uso do inquérito das vacinas como o verdadeiro início da perseguição judicial a Bolsonaro. “Criaram a história da vacina só pra abrir caminho pra tudo isso”, disse.
Ao tratar do arquivamento do inquérito do cartão de vacinas, Chiquini disse que a decisão foi um “tiro no pé” da acusação. Para ele, o processo está viciado desde a origem e todos os elementos posteriores deveriam ser anulados com base na teoria dos “frutos da árvore envenenada”. “Confessaram que não havia prova. Arquivaram e mostraram que foi tudo armação”, afirmou.
O advogado também criticou o silêncio da classe jurídica e o papel da OAB. “Hoje, não há mais pra onde recorrer. O STF virou o primeiro e o último a errar”, disparou. Segundo ele, o processo já estaria enfraquecido até dentro da Corte. “Esse trem já saiu do trilho. É o início do fim desse processo”, concluiu.
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