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Recrutamento sob coação: Rússia usa tratamento de HIV para alistar ucranianos

Moscou oferece tratamento médico a civis soropositivos em áreas ocupadas, mas em troca exige a entrada no exército

A Rússia tem sido acusada de usar táticas de recrutamento coercitivas para reforçar suas fileiras na guerra contra a Ucrânia. Segundo relatos, o Exército russo estaria oferecendo tratamento para HIV a civis ucranianos soropositivos que vivem em territórios ocupados, mas com a condição de que se alistem nas forças armadas. A medida, vista como uma forma de explorar a vulnerabilidade de uma população já fragilizada pelo conflito, tem gerado críticas de organizações de direitos humanos.

Fontes ucranianas e relatos na imprensa internacional indicam que o recrutamento forçado tem se intensificado, especialmente em regiões como Donetsk e Luhansk. A oferta de tratamento médico, que seria inacessível para muitos devido à destruição da infraestrutura de saúde, funciona como um atrativo em um contexto de necessidade extrema. Especialistas em saúde global alertam que essa estratégia, além de antiética, viola princípios humanitários básicos e coloca a vida de pessoas em risco.

A carência de medicamentos e a falta de acesso a cuidados básicos nas áreas de conflito têm sido um desafio constante. Ao condicionar o tratamento à entrada no Exército, a Rússia estaria violando o direito à saúde e à dignidade, forçando uma escolha impossível para quem já enfrenta uma situação de vida ou morte. Essa tática é vista como uma nova forma de guerra híbrida, que utiliza a necessidade humana como arma.

Da redação Midia News

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