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Motociata serviu para recolher dados de 500 mil manifestantes, revela empresário

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Motociata pró-Bolsonaro
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Motociata pró-Bolsonaro


O empresário bolsonarista Jackson Vilar da Silva contou que a “ motociata ” realizada no último sábado (12) em favor de Jair Bolsonaro serviu para criar um grande banco de dados com as informações dos apoiadores do presidente. Os registros de 500 mil pessoas foram coletados para, supostamente, garantir a segurança do lugar. 

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Vilar afirmou que, na verdade, trata-se da construção de uma rede digital bolsonarista para viabilizar novos atos em favor do presidente.


A orientação da coleta de dados teria vindo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ao menos 1,8 mil nomes teriam sido entregues ao governo para que fossem selecionadas as pessoas que integrariam o pelotão de Bolsonaro no passeio de moto. 

Eles exigiram nome completo, CPF , número de celular, data de nascimento, e-mail, nome da mãe, modelo da moto e placa. Vilar nega interesse em usar os dados comercialmente. “Não posso nem fazer isso. E aquelas pessoas não são do ramo que eu atuo. Só atuo com ônibus, transporte rodoviário e de cargas”, disse ao jornal.

O GSI informou que “não se manifesta sobre protocolos de segurança e outras ações”.

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