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MS 43 ANOS: Espírito guerreiro é o marco da população de Antônio João

Desmembrado em 11 de outubro de 1977 de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul comemora este ano 43 anos de existência. Com o intuito de lembrar desta data tão importante, um pouco da história de alguns municípios e de alguns servidores, nascidos e/ou residentes nesses lugares, será contada ao longo das próximas 07 semanas, a fim de destacar a boa harmonia entre a terra e o homem. A relação dos profissionais nestas localidades, seja pessoal, seja profissional, é o principal tema dessa viagem, que passará por todas as regiões do Estado.

Bora? 

A primeira parada é em Antônio João. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pequeno município de aproximadamente 9.000 mil habitantes fica há cerca de 304 km da capital Campo Grande e está localizado na região sul-fronteira.

Histórico do município

Conforme dados disponibilizados no site da Prefeitura de Antônio João, a origem do município começou quando Eugênio Penzo resolveu migrar juntamente com sua família em busca de terras. Ele chegou a região em 1936 e conseguiu tomar posse de uma gleba de terras denominada Cabeceira do Bugre, que era localizada perto da Antiga Colônia dos Dourados.

Ao requerer as terras, Eugênio Penzo foi logo abrindo picadas e dividindo lotes com cercas de arame para ceder a pessoas interessadas em trabalhar sob forma de cooperativa. Nestes lotes eram plantados arroz, milho, feijão, amendoim, batata doce, cana-de-açúcar, banana e café.

Com a chegada de novos moradores, o local foi ficando mais povoado, então resolveram criar o distrito de Eugênio Penzo, em homenagem ao primeiro morador da região.

Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), mais tarde, pela Lei Estadual nº 2198, de 08-09-1964, o município de Eugênio Penzo tomou a denominação de Antônio João. O novo nome é proveniente do herói, Antônio João Ribeiro, tenente de cavalaria, que lutou na Guerra do Paraguai para defender a soberania nacional. O guerreiro foi um dos maiores nomes do conflito.

Antônio João: lugar de celebrar a vida

Hoje em dia a história do município segue com outros protagonistas, pessoas que construíram na cidade um futuro melhor para suas vidas. A professora da rede estadual, Suziany Ihan Xavier Gaspar Batista, 36 anos, relata sobre sua infância de forma orgulhosa. “Minha infância foi marcada com muita humildade, aprendi desde cedo, a trabalhar, valorizar as pessoas e respeitá-las. Gosto de me envolver com o ser humano”.

Bisneta de Pantaleão Coelho Xavier, um dos primeiros moradores da então antiga colônia Penzo, durante sua adolescência Suziany fazia pães e vendia salgados para ajudar sua família. Além de trabalhar, foi em Antônio João que a atual servidora começou e seguiu adiante com sua carreira profissional.

“Posso dizer que minha história de vida neste lugar é de superação. Agradeço todos os dias à Deus, por ser criada com amor e embora os sacrifícios e dificuldades, hoje sou forte e muito bem estruturada, nos meus princípios e valores. Aprendi que é da terra que moro, que vem o meu sustento e sucesso profissional”, diz feliz a servidora.

Mãe de três filhos e esposa de João Batista, agricultor, ela trabalha na rede estadual de educação há 11 anos. Nesse período, passou por cargos de professora da educação básica nas duas escolas estaduais que tem no município. Atualmente está lecionando de forma remota, devido a pandemia, com quatro turmas, da Educação Infantil, Fundamental e AJA Médio.

Para a servidora, tudo é experiência. “A cada dia vivencio na vida de meus estudantes, as lutas de suas famílias, que me fazem crescer e aprender. Que buscam seu sustento com trabalhos, voltados para prestação de serviços na cidade, como também, na agricultura e pecuária”.

Esse reconhecimento é proveniente das formas de relacionamento que são sentidas em pequenas cidades do interior, onde todos se conhecem. Suziany afirma que na terra há amizades de longas datas, e as características não param por aí, união e serviço também fazem parte do perfil do antônio-joanense.

Realizada pessoalmente e profissionalmente, a servidora finaliza com uma fala que expressa amor, independente do meio onde você se encontra. “Acredito que estamos aqui, para servir às pessoas de alguma forma”.

Essa é a história da mãe e servidora, Suziany Ihan Xavier Gaspar Batista, moradora de Antônio João. Essa é a história de uma sul-mato-grossense. MS 43 ANOS!!!

Davi Nunes Souza, SAD

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