
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a fazer duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (21), após tomar conhecimento da proposta do magistrado de condenar a 14 anos de prisão a mulher que escreveu a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Indignado com a decisão, Nikolas publicou em suas redes sociais uma reportagem sobre o voto do ministro e acompanhou o conteúdo com um comentário incisivo: “Moraes é um dos piores brasileiros que já passou por esse país”.
Parlamentar questiona decisões do STF sobre 8 de janeiro
O jovem deputado, conhecido por suas posições conservadoras, também fez outra publicação no mesmo dia, expressando descontentamento com o rumo das investigações e julgamentos relativos aos protestos de 8 de janeiro. Nikolas tem sido um dos parlamentares mais ativos na crítica à condução desses processos, que, segundo ele, violam garantias constitucionais e desrespeitam os direitos fundamentais dos envolvidos.
Nos bastidores da Câmara dos Deputados, sua manifestação ganhou apoio entre membros da oposição, que veem com preocupação o endurecimento das penas propostas pelo Supremo. O caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa preventivamente há dois anos e agora com pedido de condenação a mais de uma década de reclusão, tem sido apontado por aliados de Nikolas como símbolo de suposto excesso judicial.
Contexto da declaração de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, apresentou voto para condenar Débora a 14 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e dano qualificado ao patrimônio público. O julgamento está sendo realizado no plenário virtual da 1ª Turma da Corte e deve ser concluído até o dia 28 de março.
A expressão “perdeu, mané”, escrita com batom na estátua localizada em frente ao prédio do STF, faz alusão a uma fala proferida por Luís Roberto Barroso, hoje presidente da Corte, durante um confronto verbal com manifestantes nos Estados Unidos, em 2022.

