
O prefeito de um município brasileiro acusou o presidente Lula de promover perseguição política após o cancelamento de uma verba federal destinada à realização de um show do cantor Zezé Di Camargo. Segundo o gestor, a suspensão dos recursos ocorreu após críticas públicas feitas à administração federal, o que, na avaliação dele, caracterizaria retaliação política.
De acordo com o prefeito, o repasse havia sido previamente aprovado e seria utilizado para custear parte da estrutura do evento cultural, previsto para ocorrer ainda neste ano. “Não houve qualquer irregularidade no projeto. O cancelamento é político e prejudica diretamente a população”, afirmou, ao defender que o show teria impacto positivo na economia local e no turismo.
Em resposta, o governo federal negou motivação política e informou, por meio de nota, que o cancelamento da verba seguiu critérios técnicos e administrativos. A gestão federal sustenta que o projeto não atendia a exigências legais ou orçamentárias estabelecidas nos convênios firmados, motivo pelo qual o repasse foi interrompido.
O episódio ampliou o embate entre autoridades municipais e o Palácio do Planalto, reacendendo o debate sobre a utilização de recursos públicos para eventos culturais e sobre a relação entre prefeitos e o governo federal. Aliados do prefeito prometem recorrer da decisão, enquanto a administração federal afirma estar aberta a reavaliar o caso, desde que todas as exigências legais sejam cumpridas.
Da redação Mídia News
