
Um novo estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelou um aumento de 15% no desmatamento da Amazônia Legal entre agosto de 2024 e maio de 2025. No período, foram derrubados 2.825 km² de vegetação, número que supera os 2.450 km² registrados no mesmo intervalo do calendário anterior, e que equivale a uma área maior que a cidade de Palmas (TO).
Os dados, baseados no Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), apontam que essa é a sétima maior devastação da série histórica, reforçando a urgência de ações contra a destruição da floresta.
Pequena queda em maio, mas tendência é preocupante
Apesar do cenário preocupante no acumulado do ano, o levantamento mostrou uma redução de 6% no desmatamento em maio de 2025 em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, especialistas alertam que esse alívio pontual não altera a tendência de crescimento da devastação.
“A perda de floresta está em tendência de crescimento. É fundamental que os órgãos de comando e controle reforcem as ações voltadas à contenção da devastação, que compromete a integridade das florestas, sua biodiversidade e contribui com o processo das mudanças climáticas”, alertou Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.
Queimadas agravaram destruição em 2024
O aumento da degradação está diretamente relacionado às grandes queimadas que ocorreram no verão amazônico, especialmente entre setembro e outubro de 2024. Esses eventos impulsionaram significativamente a perda de cobertura vegetal, dificultando a regeneração natural da floresta e expondo o bioma a danos irreversíveis.
O Imazon destaca que o combate ao desmatamento exige ações urgentes e coordenadas, com reforço de fiscalização e punição aos crimes ambientais, especialmente em regiões críticas da floresta amazônica.