
Mesmo sendo alvo de investigações por suposta fraude contra aposentados e pensionistas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) continua ocupando uma vaga em um conselho ligado ao governo federal. A permanência da entidade no colegiado tem gerado questionamentos de parlamentares e de entidades de defesa dos beneficiários da Previdência Social, que cobram mais rigor e transparência por parte do Executivo.
As investigações apuram possíveis irregularidades relacionadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários, prática que teria afetado milhares de aposentados em diferentes regiões do país. O caso envolve suspeitas de cobranças associativas sem autorização clara dos beneficiários, o que motivou a abertura de inquéritos e ações de fiscalização por órgãos de controle.
Apesar do avanço das apurações, a Contag segue oficialmente representada no conselho governamental, espaço responsável por discutir e formular políticas públicas relacionadas ao setor. O governo argumenta que a presença da entidade está amparada em normas vigentes e que eventuais responsabilizações só poderão ocorrer após a conclusão das investigações.
Especialistas em direito administrativo apontam que, embora não haja impedimento automático antes de uma condenação, a manutenção da vaga pode comprometer a credibilidade do colegiado. Já representantes de aposentados defendem o afastamento temporário da entidade até o esclarecimento completo das denúncias.
A Contag, por sua vez, nega irregularidades, afirma colaborar com as autoridades e sustenta que os descontos seguem critérios legais e autorizados. A confederação também reforça que sua atuação no conselho é legítima e essencial para a representação dos trabalhadores rurais.
Da redação Mídia News

