
Um influenciador digital foi condenado pela Justiça por manter uma mulher em condição análoga à escravidão por cerca de 30 anos em Campinas, no interior de São Paulo. A sentença reconheceu que a vítima foi submetida a trabalho forçado, sem remuneração adequada, vivendo sob controle psicológico, restrição de liberdade e em situação de extrema vulnerabilidade.
De acordo com o processo, a mulher realizava serviços domésticos de forma contínua, sem registro formal, descanso regular ou autonomia para decidir sobre sua própria vida. As investigações apontaram que ela dependia financeiramente e emocionalmente do condenado, o que dificultou denúncias ao longo das décadas de exploração.
O caso veio à tona após denúncias que levaram à atuação do Ministério Público do Trabalho e de órgãos de fiscalização, que identificaram diversas violações à legislação trabalhista e aos direitos humanos. A Justiça entendeu que a prática configurou escravidão moderna, caracterizada não apenas pela ausência de liberdade física, mas também pela submissão prolongada e pela negação de dignidade.
Além da condenação criminal, o influenciador poderá responder a ações cíveis e trabalhistas, incluindo indenização por danos morais e materiais à vítima. O caso reacende o debate sobre a persistência do trabalho escravo contemporâneo no Brasil e a necessidade de fortalecer mecanismos de denúncia e fiscalização.
Da redação Mídia News

