A greve dos motoristas do transporte coletivo da capital continua sem previsão de encerramento, agravando os transtornos à população e mantendo os trabalhadores sem o recebimento de salários. Segundo representantes da categoria, a paralisação persiste diante da falta de acordo com as empresas responsáveis pelo serviço, que alegam dificuldades financeiras para cumprir os compromissos trabalhistas.
Com o impasse prolongado, o Poder Judiciário decidiu elevar o valor da multa diária aplicada às empresas e aos sindicatos envolvidos, como forma de pressionar o cumprimento de determinações anteriores, entre elas a manutenção de uma frota mínima para garantir o atendimento essencial à população. A decisão reforça o entendimento de que, apesar do direito de greve, serviços considerados essenciais não podem ser totalmente interrompidos.
Enquanto negociações seguem sem avanços concretos, usuários relatam dificuldades para se deslocar para o trabalho, escolas e unidades de saúde. Já os motoristas afirmam que a paralisação só será encerrada após a regularização dos pagamentos atrasados e a apresentação de garantias de que os salários serão quitados em dia nos próximos meses.
A expectativa é de que novas rodadas de negociação sejam mediadas nos próximos dias, sob acompanhamento da Justiça e de órgãos públicos, na tentativa de evitar o agravamento da crise no transporte coletivo.
Da redação Mídia News