
A tradicional “coquinha” consumida diariamente por milhões de brasileiros deve ficar mais cara nos próximos meses. A elevação no preço é consequência de um novo imposto anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incide sobre bebidas industrializadas, incluindo refrigerantes. A medida já provoca reação negativa entre consumidores, comerciantes e representantes do setor produtivo.
Segundo o governo, a proposta tem como objetivo ajustar o sistema tributário, aumentar a arrecadação e estimular hábitos mais saudáveis, ao desestimular o consumo de bebidas açucaradas. No entanto, críticos afirmam que o impacto recairá diretamente sobre a população de baixa renda, que já enfrenta inflação elevada e perda do poder de compra.
Entidades do comércio alertam que o aumento da carga tributária pode resultar em retração nas vendas, fechamento de pequenos estabelecimentos e repasse integral do custo ao consumidor final. Nas redes sociais, a insatisfação ganhou força, com internautas acusando o governo de “taxar o básico” enquanto prometia aliviar o bolso do cidadão.
Especialistas em economia avaliam que, embora o argumento de saúde pública seja recorrente em políticas semelhantes ao redor do mundo, o momento econômico do país torna a medida impopular. Para eles, sem compensações ou redução de impostos em outros setores, o novo tributo tende a reforçar a percepção de aumento generalizado de preços.
O governo ainda deve detalhar a regulamentação do imposto e o cronograma de implementação, mas a expectativa do mercado é de que os reajustes sejam sentidos rapidamente nas prateleiras. Até lá, a “coquinha gelada” segue como símbolo do debate sobre impostos, consumo e custo de vida no Brasil.
Da redação Mídia News

