
Mulheres em diferentes regiões do país relatam ter desenvolvido episódios de compulsão sexual após o uso de medicamentos indicados para o tratamento da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). Segundo os depoimentos, os sintomas surgiram de forma inesperada, afetaram a vida pessoal e familiar e não teriam sido previamente esclarecidos durante a prescrição médica.
As pacientes afirmam que, após iniciar o tratamento, passaram a apresentar comportamentos impulsivos, incluindo aumento abrupto do desejo sexual, dificuldade de controle e mudanças de personalidade. Em muitos casos, os efeitos teriam levado a conflitos conjugais, prejuízos emocionais e sensação de culpa, além de impacto na saúde mental.
Especialistas explicam que alguns medicamentos utilizados no tratamento da SPI atuam em áreas do cérebro relacionadas ao sistema de recompensa, o que pode desencadear comportamentos compulsivos em parte dos usuários. Apesar de a reação já ser descrita na literatura médica e em bulas, as denunciantes alegam que não receberam orientação clara sobre esse risco antes de iniciar o uso.
As mulheres também apontam falhas no acompanhamento clínico, afirmando que seus relatos foram inicialmente minimizados ou atribuídos a fatores emocionais, retardando a suspensão ou troca do medicamento. Entidades de defesa do consumidor e associações de pacientes defendem que médicos reforcem os alertas sobre possíveis efeitos colaterais e que haja maior vigilância por parte das autoridades de saúde.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de informação completa ao paciente, consentimento esclarecido e monitoramento rigoroso de reações adversas, especialmente em tratamentos de uso contínuo.
Da redação Mídia News

