
A chamada “saidinha” temporária de presos começa nesta semana em todo o país e deve permitir a circulação de mais de 50 mil detentos que cumprem pena em regime semiaberto. O benefício, previsto na legislação penal brasileira, autoriza a saída temporária para visitas familiares, estudo ou participação em atividades de ressocialização, sem necessidade de escolta.
De acordo com estimativas do sistema prisional, a liberação ocorre de forma escalonada, conforme decisões judiciais e critérios como bom comportamento e tempo mínimo de pena cumprido. Ainda assim, o retorno do benefício reacende o debate público sobre segurança, especialmente diante de casos de presos que não retornam às unidades prisionais ou que voltam a cometer crimes durante o período de saída.
Defensores da medida argumentam que a “saidinha” é um instrumento importante para a reintegração social dos detentos, ajudando na manutenção de vínculos familiares e na preparação para a liberdade definitiva. Já críticos apontam falhas na fiscalização e cobram mudanças na legislação, alegando risco à população e sobrecarga das forças de segurança durante os períodos de liberação.
Em alguns estados, autoridades reforçaram o monitoramento eletrônico e a atuação policial para acompanhar o cumprimento das regras impostas aos beneficiados, que incluem datas e horários rigorosos para retorno ao sistema prisional. O tema segue em discussão no Congresso Nacional e divide opiniões entre especialistas, parlamentares e a sociedade civil.
Da redação Mídia News



