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Elefante mata 22 pessoas no leste da Índia

Ataques em série levam população a dormir em telhados e árvores enquanto autoridades tentam capturar o animal responsável pelas mortes

Moradores do distrito de West Singhbhum, no leste da Índia, vivem dias de medo após um elefante selvagem ser responsável pela morte de ao menos 22 pessoas em um intervalo de nove dias. A sequência de ataques, considerada incomum até mesmo para regiões de conflito entre humanos e animais, levou autoridades locais a decretarem alerta máximo e a iniciarem uma ampla operação para localizar e conter o animal.

Entre as vítimas estão quatro crianças, incluindo um bebê de apenas oito meses, o que aumentou a comoção e a tensão na região. Diante do risco constante, muitas famílias passaram a abandonar suas casas durante a noite, buscando refúgio em telhados, árvores ou estruturas improvisadas, numa tentativa de escapar de novos ataques.

Segundo autoridades florestais, mais de 100 agentes especializados foram mobilizados para localizar o elefante e conduzir uma operação de contenção segura. O objetivo é tranquilizar o animal e devolvê-lo ao seu habitat natural, evitando que novas tragédias ocorram. De acordo com Kuldeep Meena, chefe da divisão florestal local, não há registros recentes de um único elefante responsável por um número tão elevado de mortes na região.

Os ataques, conforme relatos oficiais, ocorreram principalmente durante a noite, quando a visibilidade é reduzida e as pessoas se encontram em suas residências. Para alertar a população, equipes passaram a utilizar tambores e sinais sonoros, avisando sobre a possível aproximação do animal. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram moradores correndo em meio ao pânico, evidenciando o clima de insegurança instalado nas comunidades rurais.

Especialistas acreditam que o comportamento agressivo pode estar relacionado a duas hipóteses principais. A primeira é que o elefante esteja no período de musth, fase de aumento hormonal que torna os machos mais agressivos e imprevisíveis. A segunda possibilidade é que o animal tenha se separado de sua manada, ficando desorientado e mais propenso a ataques.

Enquanto a captura não ocorre, moradores seguem em estado de alerta, evitando dormir dentro de casa e aguardando uma solução definitiva. O caso reacende o debate sobre o avanço humano em áreas naturais e os conflitos cada vez mais frequentes entre comunidades rurais e a vida selvagem na Índia.

Da redação Midia News

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