A liquidação do Banco Will, determinada pelo Banco Central do Brasil, provocou forte repercussão nas redes sociais e colocou o apresentador Luciano Huck no centro de uma nova polêmica. A instituição financeira, que havia investido pesado em campanhas publicitárias estreladas pelo comunicador, teve suas atividades encerradas, gerando indignação entre clientes que afirmam ter sofrido prejuízos.
Nas plataformas digitais, internautas relatam frustração e sentimento de traição, alegando que confiaram no banco justamente pela credibilidade associada à imagem de Huck. Estimativas não oficiais apontam que milhões de pessoas mantinham recursos na instituição. Um dos relatos mais compartilhados menciona um cliente que teria aplicado todas as economias de uma vida inteira, motivado pela confiança transmitida pela publicidade.
A controvérsia ganhou ainda mais força diante da comparação com a atual CPI das Apostas, no Congresso Nacional. Parlamentares discutem a responsabilidade de influenciadores que divulgam casas de apostas legalizadas, o que levou usuários a questionarem se o mesmo critério não deveria ser aplicado ao caso do Banco Will. Para muitos, a situação é semelhante: tanto bancos quanto plataformas de apostas operavam com autorização dos órgãos reguladores no momento da divulgação.
Defensores de Luciano Huck argumentam que o apresentador não pode ser responsabilizado, já que o banco atuava regularmente, possuía autorização do Banco Central e investia legalmente em publicidade, inclusive em grandes veículos de comunicação. A avaliação é de que não havia, à época, qualquer indício público de irregularidade que justificasse suspeitas.
O debate também resgatou episódios do passado, como o caso envolvendo a apresentadora Xuxa, que promoveu um produto financeiro que posteriormente gerou prejuízos a consumidores. À época, a discussão sobre o papel das celebridades na divulgação de serviços financeiros também ganhou destaque.
Especialistas e usuários apontam ainda uma diferença relevante: enquanto anúncios de apostas são obrigados a destacar os riscos, campanhas bancárias raramente enfatizam limites de garantia ou eventuais perdas, o que pode induzir parte do público a uma falsa sensação de segurança.
Com o encerramento das atividades do Banco Will, a discussão segue crescendo nas redes sociais e reacende um debate sensível sobre até que ponto artistas, influenciadores e apresentadores devem ser responsabilizados pela promoção de produtos legalmente autorizados, mas que, posteriormente, acabam causando prejuízos aos consumidores.
Da redação Mídia News

