O futebol brasileiro atingiu um novo patamar financeiro com o anúncio oficial da contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo. O clube carioca fechou acordo com o West Ham por 42 milhões de euros — cerca de R$ 260 milhões na cotação atual —, tornando o meia a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.
O valor supera o recorde anterior, que pertencia a Gerson, adquirido pelo Cruzeiro por aproximadamente R$ 169 milhões. A negociação marca um novo momento no mercado nacional, que passa a competir de forma mais direta com clubes europeus na disputa por atletas consolidados.
Revelado nas categorias de base do próprio Flamengo, Paquetá retorna ao clube em um momento de maturidade técnica e experiência internacional. Após passagens por Milan e Lyon, o jogador vinha atuando como uma das principais peças do West Ham, onde conquistou títulos e se firmou como um dos brasileiros mais valorizados da Premier League. A diretoria rubro-negra aposta que o retorno do meia elevará o nível técnico da equipe e aumentará a competitividade em torneios nacionais e continentais.
O investimento robusto reflete também a mudança de cenário econômico do futebol brasileiro. Nos últimos anos, clubes passaram a adotar modelos de gestão mais profissionais, ampliaram receitas com direitos de transmissão, marketing e venda de atletas, além de se beneficiarem do crescimento das SAFs e do fortalecimento institucional das grandes agremiações.
Além de Paquetá e Gerson, outros nomes figuram entre as contratações mais caras da história recente do país, como Vitor Roque, Samuel Lino e Danilo, demonstrando que os clubes nacionais estão dispostos a investir pesado para elevar o nível técnico de seus elencos e aumentar a competitividade frente ao mercado internacional.
Com a chegada de Paquetá, o Flamengo reforça seu protagonismo no cenário sul-americano e envia um recado claro: o futebol brasileiro voltou a ser um destino capaz de atrair grandes estrelas, mesmo diante da concorrência financeira da Europa.
Da redação Mídia News





