
A Justiça de São Paulo determinou o leilão da mansão da apresentadora Ana Hickmann, localizada em Itu, no interior paulista, para quitação de uma dívida empresarial estimada em cerca de R$ 680 mil. A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, que acolheu pedido de uma empresa credora da Hickmann Serviços Ltda., sociedade ligada ao ex-casal.
Avaliado em mais de R$ 35 milhões, o imóvel foi indicado como garantia para o pagamento do débito que, segundo os autos, não teria sido quitado dentro dos prazos estabelecidos. Conforme a determinação judicial, o bem deverá ser levado a leilão e, caso o valor arrecadado supere a quantia devida, o excedente será dividido entre os proprietários.
A ordem judicial acrescenta um novo capítulo à disputa judicial e financeira entre a apresentadora e o ex-marido, Alexandre Correa, que se intensificou após o término do relacionamento. O processo envolve a responsabilidade pelas dívidas da empresa e a gestão do patrimônio comum.
Em reação à decisão, a defesa de Ana Hickmann sustenta que a medida é excessiva e desproporcional. Os advogados afirmam que Alexandre Correa teria sido o responsável exclusivo por negociar e movimentar os valores que originaram a cobrança. Segundo a equipe jurídica, o empresário teria reconhecido a dívida sem questionar eventuais irregularidades contratuais, o que, na visão da defesa, compromete a legitimidade da execução.
Outro ponto central do recurso anunciado pela apresentadora é a disparidade entre o valor do débito e o bem penhorado. Para os advogados, a penhora de um imóvel avaliado em R$ 35 milhões para garantir uma dívida inferior a R$ 700 mil configura “excesso de garantias”, o que violaria princípios de razoabilidade e proporcionalidade.
A defesa de Alexandre Correa, por sua vez, rebateu as críticas. O advogado Enio Martins declarou que seu cliente tem direito a 50% do patrimônio do ex-casal e negou que as dívidas tenham sido contraídas sem o conhecimento da apresentadora. Segundo ele, Ana Hickmann teria ciência das obrigações financeiras e se recusaria a quitá-las junto a mais de 30 credores.
Ainda de acordo com a defesa do empresário, o imóvel em Itu acumularia mais de R$ 10 milhões em dívidas totais, o que tornaria o leilão insuficiente para liquidar todas as pendências vinculadas à propriedade. O caso segue em disputa judicial, com recursos previstos pelas partes e sem definição sobre a data do leilão.
Da redação Midia News



