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Convenção TIR fortalece a Rota Bioceânica e projeta Campo Grande como hub logístico internacional

Ratificação do acordo pelo Brasil reduz burocracia no transporte de cargas, amplia competitividade das exportações e consolida a Capital sul-mato-grossense como eixo estratégico de integração com os mercados do Pacífico

A ratificação da Convenção TIR pelo governo brasileiro representa um avanço estratégico para o comércio exterior e reforça a consolidação da Rota Bioceânica como um novo corredor logístico internacional. Inserida no eixo central desse corredor, Campo Grande deixa de ser apenas um ponto de passagem e passa a ocupar posição de destaque como potencial hub de integração entre o Brasil e os mercados do Pacífico, especialmente a Ásia.

O sistema TIR — sigla em francês para Transports Internationaux Routiers — tem como principal benefício a desburocratização do transporte internacional de cargas. Com a nova regra, as mercadorias são lacradas ainda na origem e passam por fiscalização apenas no destino final, com conferência documental ao longo do trajeto. A expectativa é de redução de até 80% no tempo de espera em fronteiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além da diminuição significativa de custos logísticos.

Nesse contexto, a Rota Bioceânica ganha força como alternativa estratégica aos portos do Atlântico, encurtando distâncias até os portos chilenos e ampliando a competitividade de produtos sul-mato-grossenses no mercado internacional. O novo cenário cria ambiente favorável para a atração de portos secos, centros de distribuição, armazéns e serviços especializados, com impacto direto na cadeia produtiva local.

A prefeita Adriane Lopes afirma que a ratificação da Convenção TIR eleva o município a um novo patamar no comércio exterior. Segundo ela, a Capital passa a desempenhar papel protagonista na conexão do Brasil com os mercados do Pacífico, com potencial para geração de empregos, atração de investimentos e promoção do desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade social e ambiental.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), o fortalecimento da Rota Bioceânica amplia o dinamismo econômico do Estado ao facilitar exportações e importações, impulsionando o comércio local e o setor de serviços. Para o secretário Ademar Silva Junior, o corredor reduz distâncias, tempo e custos logísticos, posicionando Campo Grande no centro do acesso a grandes mercados consumidores e polos tecnológicos globais.

Além das obras estruturantes em andamento — como a ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta e a pavimentação do Chaco paraguaio —, o município participa ativamente da governança da rota, mantendo diálogo permanente com os países envolvidos. O avanço, no entanto, também impõe desafios, como segurança no transporte, condições de trabalho dos caminhoneiros, harmonização legislativa, infraestrutura adequada e qualificação profissional. O objetivo, segundo a gestão municipal, é transformar eficiência logística em desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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