Sinal de Frank chama atenção após morte de Henrique Maderite por infarto fulminante
Caso do influenciador reacende alerta sobre infartos silenciosos e marca na orelha associada a risco cardiovascular

A morte repentina do influenciador digital mineiro Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de infarto fulminante, trouxe novamente ao debate público os chamados infartos silenciosos e um possível marcador físico associado ao risco cardíaco: o sinal de Frank.
Segundo especialistas, o infarto silencioso pode evoluir sem sintomas clássicos ou com manifestações leves, muitas vezes confundidas com cansaço, má digestão ou estresse. Quando não identificado a tempo, o quadro pode se manifestar de forma súbita e fatal.
No caso de Henrique Maderite, um detalhe observado após sua morte chamou atenção de médicos e internautas: a presença de uma linha diagonal no lóbulo da orelha, conhecida como sinal de Frank.
O que é o sinal de Frank?
O sinal de Frank é caracterizado por uma dobra ou linha diagonal visível no lóbulo da orelha. Estudos científicos associam essa característica a uma maior incidência de doença arterial coronariana, condição provocada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, conhecida como aterosclerose — principal causa de infartos.
Especialistas explicam que o sinal não é um diagnóstico em si, mas pode funcionar como marcador clínico de risco. A presença da dobra sugere a necessidade de investigação cardiovascular mais detalhada, especialmente em pessoas acima dos 40 anos.
De acordo com cardiologistas, quando identificado, é recomendável avaliar fatores como colesterol, pressão arterial, glicemia, histórico familiar e hábitos de vida.
Não há tratamento para o sinal, mas há prevenção
Não existe tratamento específico para o sinal de Frank. O foco médico está no controle dos fatores de risco associados às doenças cardiovasculares.
Entre as principais medidas preventivas estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, abandono do tabagismo, redução do estresse e acompanhamento médico periódico. Quando necessário, podem ser indicados medicamentos para controle do colesterol, da pressão arterial ou da diabetes.
Fatores que aumentam o risco de infarto
Os especialistas alertam que o infarto raramente ocorre de forma totalmente inesperada. Entre os principais fatores de risco estão:
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Hipertensão arterial
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Colesterol elevado (especialmente LDL alto)
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Diabetes
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Tabagismo
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Obesidade abdominal
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Sedentarismo
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Histórico familiar de infarto precoce
Além disso, condições como ansiedade e depressão também vêm sendo associadas ao aumento do risco cardiovascular.
Atenção aos sintomas
Apesar da possibilidade de eventos silenciosos, o infarto costuma apresentar sinais como dor ou aperto no peito, que pode irradiar para braço, costas ou mandíbula, falta de ar, suor frio, náuseas e mal-estar súbito. Diante desses sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.
O caso de Henrique Maderite reforça a importância da prevenção e do acompanhamento regular da saúde cardiovascular. Mesmo em pessoas aparentemente saudáveis, fatores de risco podem evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos.
Para especialistas, a principal mensagem é clara: exames de rotina e controle dos fatores de risco são fundamentais para reduzir a mortalidade por doenças do coração.
Da redação Midia News

