Como pantaneiro reconheço em Walfrido Moraes Thomas um pesquisador que contribuiu enormemente para viabilizar a moderna sustentabilidade econômica para o Pantanal, seja nas discussões do Novo Código Florestal seja na Lei do Pantanal.
Sempre atento e sensível ao conhecimento empírico que a partir da pastorícia mediterrânea da Europa e África, evoluiu na América ao se mesclar com indigenas adaptados a faixas úmidas talvez até resíduos de civilizações sumérias, o certo é que oriunda desses troncos continentais ancestrais surgiu em cinco séculos uma nova cultura.
Evoluiu rapidamente entre secas e cheias, calor e frio e se cristalizou dentro deste mítico lago Eupana, paraíso terrestre da herbivoria, batizado com o acrônimo medieval que juntou num mesmo vocábulo Europa, Ásia, África e América, Eupana depois Pantanal…
Passou despercebido que o nosso Walfrido da CPAP Embrapa havia sido o único brasileiro a conquistar no ano de 2025 , por eleição entre 27.000 pares em 180 paises do mundo, o Prêmio da Aliança Mundial de Cientistas (Alliance of World Scientists – AWS).
Quando neste ano foram contemplados o Professor Paulo Artaxo da Universidade de São Paulo e a professora Maria Luiza Diele-Vegas da Universidade Federal da Bahia constavam entre os sites premiados deste ano 3 dos Estados Unidos, 2 do Brasil, 1 do Canadá e 1 da Polônia.
Estes dois premiados deste ano de 2026 por suas contribuições relativas ao aquecimento global e mudanças climáticas, ressaltam a batalha muita vezes inglória e incompreendida de Walfrido , voz serena nos turbulentos anos de histeria Babelesca diante dos mega incêndios no Pantanal, batendo-se para conseguir que o desenvolvimento sustentável na Planície Pantaneira voltasse a seus históricos trilhos da cultura pantaneira tradicional e impedindo exageros pautados midiaticamente por mesquinhos interesses de lucros imediatos por extrativistas disfarçados de ambientalistas…
Parabéns Walfrido e a gratidão dos moradores e criadores tradicionais da planície pantaneira, vibramos pela sua conquista escondida por sua humildade, mas tão relevante em prol de um Pantanal onde a verdadeira sustentabilidade não seja substituída por puro desconhecimento , benefíciando expropriadores e espoliadores de comodities ambientais, manipulados pelos mesmos velhos interesses especulativos da banca internacional.
Parabéns Walfrido Thomas, premiado do Brasil em 2025!
Parabéns Paulo Artaxo USP e Maria Luiza Diele-Vegas UFBA premiados de 2026!
O Pantanal guarda com carinho os bons frutos que conseguiu colher neste dois anos tão difíceis…
Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro
17/02/2026




