Shutdown nos EUA provoca demissões na segurança aeroportuária e gera caos em filas
Paralisação do governo federal já impacta operações da TSA, aumenta ausências e pressiona Senado por acordo urgente

O fechamento parcial do governo dos Estados Unidos já começa a provocar efeitos concretos no sistema aeroportuário do país. A paralisação, que se aproxima de 40 dias, resultou em uma série de demissões entre agentes da Transportation Security Administration (TSA), comprometendo o funcionamento da segurança aérea e ampliando o tempo de espera nos principais terminais.
De acordo com dados do Department of Homeland Security (DHS), mais de 400 funcionários deixaram seus cargos desde o início do impasse político envolvendo o financiamento do órgão. A redução no efetivo tem causado impacto direto na rotina dos aeroportos, com relatos de filas extensas e atrasos.
No dia 21 de março, mais de 11% dos agentes da TSA não compareceram ao trabalho — o maior índice registrado desde o início do shutdown. Além disso, por seis dias consecutivos na última semana, a taxa de ausência superou 9%, evidenciando o agravamento da crise operacional.
Reforço emergencial com agentes de imigração
Diante do cenário, o governo anunciou o envio de agentes da Immigration and Customs Enforcement (ICE) para atuar nos aeroportos a partir desta segunda-feira (23). A medida foi confirmada pelo presidente Donald Trump, que afirmou que o reforço será coordenado por Tom Homan.
Em entrevista à CNN, Homan explicou que os agentes deverão assumir funções administrativas ou de apoio, liberando os profissionais da TSA para atividades diretamente ligadas à segurança dos passageiros.
No entanto, há divergências dentro do próprio governo sobre o papel que os agentes do ICE poderão desempenhar. O secretário de Transportes, Sean Duffy, indicou que esses profissionais possuem experiência com equipamentos de triagem e poderiam atuar de forma mais ampla nas operações.
Pressão política e negociações no Senado
Enquanto isso, o Congresso americano intensifica as negociações para tentar encerrar o impasse. O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que os republicanos aguardam uma resposta dos democratas a uma proposta apresentada pela Casa Branca.
A expectativa é de que um acordo seja fechado antes do recesso da Páscoa, previsto para o fim da semana. Parlamentares admitem que houve avanços recentes nas conversas, mas ainda não há definição concreta.
O prolongamento do shutdown expõe fragilidades operacionais em áreas sensíveis da administração pública, como a segurança aeroportuária. Com menos agentes disponíveis e aumento das ausências, o sistema enfrenta dificuldades para manter o fluxo normal de passageiros, elevando o risco de atrasos e transtornos em larga escala.
Da redação Mídia News





