
A TV Globo decidiu suspender, ao longo de 2026, a produção de novas temporadas de séries e programas humorísticos após registrar desempenho abaixo do esperado em lançamentos recentes. A medida faz parte de uma reestruturação interna que busca reposicionar a grade de programação tanto na televisão aberta quanto no streaming.
A decisão atinge diretamente produções como “Tô Nessa!”, estrelado por Regina Casé, e “Aberto ao Público”, comandado por Maurício Meirelles. Ambos os programas tiveram suas continuações colocadas em pausa enquanto a emissora reavalia formatos, linguagem e aceitação do público.
No caso de “Tô Nessa!”, apesar de números considerados razoáveis de audiência, a atração enfrentou críticas internas e externas, o que pesou na decisão de interromper novos episódios. O movimento indica que, além do ibope, a repercussão qualitativa e o engajamento passaram a ter maior peso nas decisões estratégicas da emissora.
Mudança de estratégia
A revisão também impacta o setor de dramaturgia. A Globo mantém projetos de séries em desenvolvimento, mas passou a priorizar histórias inéditas, deixando de lado continuações de produções concebidas antes de 2025. A intenção é renovar a grade com conteúdos mais alinhados ao comportamento atual do público.
Internamente, a avaliação é de que há uma queda na demanda por séries na TV aberta, o que reforça a necessidade de reposicionamento. A emissora busca, agora, formatos mais competitivos diante do avanço das plataformas digitais.
Foco no streaming e rentabilidade
As mudanças ocorrem em paralelo à reformulação do Globoplay, que passou a adotar uma política mais rigorosa na aprovação de projetos. Sob nova gestão, o foco está na rentabilidade e na eficiência dos investimentos.
Atualmente, o serviço ocupa a segunda posição no mercado brasileiro de streaming, atrás da Netflix, o que intensifica a pressão por conteúdos mais competitivos e com maior potencial de retorno financeiro.
Tendência de mercado
A decisão da Globo reflete uma tendência mais ampla no setor de entretenimento, marcada pela fragmentação da audiência e pela migração do público para o consumo sob demanda. Com isso, formatos tradicionais, especialmente humorísticos de TV aberta, enfrentam maior dificuldade para manter relevância e audiência.
A emissora, agora, aposta em uma curadoria mais criteriosa e em inovação criativa para reconquistar o público e se manter competitiva em um cenário cada vez mais digital.
Da redação Mídia News





