Lidio Lopes mostra resultados do Hospital do Câncer e cita terceirização bem-sucedida como exemplo para o SUS
Lidio Lopes apresenta resultados do Hospital Alfredo Abraão, cita ampliação de leitos e propõe modelo piloto de gestão para melhorar eficiência na saúde pública

Em grande expediente, deputado destaca ampliação de leitos no Hospital Alfredo Abraão, emenda coletiva da ALEMS e defende modelo piloto de gestão terceirizada na saúde
O deputado estadual Lidio Lopes usou o grande expediente na sessão desta quarta-feira, 29 de abril de 2026, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), para apresentar os resultados do Hospital do Câncer Alfredo Abraão e defender a terceirização responsável como caminho para melhorar o atendimento do SUS, mantendo a gratuidade e elevando a qualidade do serviço.
Lidio parabenizou a diretoria do hospital e o Grupo do Agro pela inauguração de mais 32 leitos, totalizando 96 novos leitos em apenas dois anos de gestão. “As parcerias filantrópicas vêm gerando resultados comparáveis aos de hospitais particulares, o que nos enche de orgulho”, afirmou.
O deputado destacou ainda a emenda coletiva apresentada na ALEMS, com R$ 50 mil de cada um dos 24 deputados, para a construção de uma nova ala no Hospital Alfredo Abraão, que terá placa em homenagem ao Parlamento estadual. Segundo ele, a iniciativa quer “fazer história na saúde pública do Mato Grosso do Sul”, lembrando que o hospital atende 73% dos pacientes oncológicos do estado, evitando que muitos precisem ser encaminhados para Barretos ou Cascavel.
Lidio elogiou o governador Eduardo Riedel pela defesa das terceirizações e da abertura ao setor privado na prestação de serviços de saúde. Ele citou a experiência de Santa Catarina, onde uma unidade que atendia 1,6 mil pacientes passou a atender mais de 6 mil após a mudança no modelo de gestão.
Ao falar de Campo Grande, o deputado mencionou a iniciativa da prefeita Adriane Lopes e da Secretaria Municipal de Saúde de testar a terceirização de duas unidades do tipo CRS (Centro de Referência de Saúde). Explicou que as UPAs são 100% financiadas pelo SUS federal, enquanto as CRS são custeadas integralmente com recursos do município, e que a ideia é fazer um projeto piloto: se o resultado for positivo, o modelo pode ser ampliado; se não funcionar, o contrato é encerrado.
Com a experiência de ex-servidor do Tribunal de Contas, Lidio ponderou que a terceirização deve ter limites, controle e transparência, lembrando casos em que a delegação exagerada de serviços a ONGs gerou problemas. Ele reforçou que o objetivo é ganhar eficiência, sem mudar a natureza do SUS. “Reforço a importância de esclarecer a população de que o SUS permanece gratuito; a terceirização não implica cobrança ao usuário, apenas busca eficiência e qualidade”, destacou.
Após ouvir aparte do deputado Júnior Mochi, que relatou a qualidade da ala 100% SUS do Hospital Alfredo Abraão, Lidio encerrou reafirmando seu compromisso com o Hospital do Câncer e com “todas as iniciativas que trazem resultados concretos para a saúde pública, mantendo o atendimento 100% SUS, gratuito, mas com qualidade e eficiência”, defendendo que a Assembleia siga combatendo a desinformação e apoiando ações que realmente melhorem a vida das pessoas.





