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Anvisa determina recolhimento de protetores solares e repelentes por irregularidades na fabricação

Produtos da empresa Henlau Química apresentaram falhas nas fórmulas e no processo produtivo, segundo inspeções sanitárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da fabricação, comercialização, distribuição e uso de protetores solares e repelentes produzidos pela Henlau Química após identificar irregularidades durante inspeções sanitárias. A medida inclui também o recolhimento dos lotes já disponíveis no mercado.

De acordo com a Anvisa, as fiscalizações apontaram inconsistências nas fórmulas dos produtos, além de falhas nos processos de fabricação que comprometem a qualidade, a segurança e a eficácia dos itens. Entre os problemas identificados estão divergências entre a composição declarada nos rótulos e a efetivamente encontrada nas análises laboratoriais.

A agência destacou que protetores solares e repelentes são considerados produtos de interesse à saúde e, portanto, devem seguir rigorosamente normas técnicas e sanitárias. Irregularidades nesse tipo de item podem expor os consumidores a riscos, como proteção inadequada contra radiação solar ou ineficácia na prevenção contra insetos transmissores de doenças.

Além da suspensão, a Anvisa determinou que a empresa adote medidas corretivas imediatas e apresente esclarecimentos sobre os problemas identificados. O descumprimento das determinações pode resultar em sanções administrativas, incluindo multas e até a interdição das atividades.

Consumidores que adquiriram produtos da marca devem interromper o uso imediatamente e verificar se os itens fazem parte dos lotes afetados. A recomendação é entrar em contato com os canais de atendimento da empresa para orientações sobre devolução ou substituição.

A Anvisa também orienta que qualquer evento adverso relacionado ao uso dos produtos seja comunicado por meio dos sistemas oficiais de vigilância sanitária. A colaboração da população é considerada fundamental para reforçar o monitoramento e garantir a segurança no consumo.

O caso reforça a importância da fiscalização contínua no setor de cosméticos e produtos de proteção individual, especialmente em períodos de maior exposição ao sol e aumento da circulação de doenças transmitidas por insetos.

Da redação Mídia News

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