
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavirose e mantém a investigação de outras 11 notificações suspeitas da doença. As autoridades sanitárias também descartaram qualquer relação entre os registros confirmados e o suposto surto envolvendo passageiros de um cruzeiro marítimo, informação que circulou nas redes sociais nos últimos dias.
A hantavirose é uma doença infecciosa grave causada pelo hantavírus, transmitido principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. O contágio costuma ocorrer em ambientes fechados, pouco ventilados ou em áreas rurais com presença de ratos do campo.
De acordo com a Secretaria de Saúde, os dois casos confirmados seguem sob acompanhamento epidemiológico. As equipes técnicas realizam rastreamento das áreas frequentadas pelos pacientes e monitoramento das notificações suspeitas para evitar novos registros da doença.
Os sintomas iniciais da hantavirose podem ser confundidos com os de uma gripe comum. Entre os principais sinais estão febre alta, dores musculares intensas, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e cansaço. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, falta de ar intensa e comprometimento pulmonar severo.
Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação do paciente. Pessoas que apresentarem sintomas após contato com ambientes fechados, galpões, depósitos, paiol ou locais com sinais de infestação por roedores devem procurar atendimento médico imediatamente.
A orientação das autoridades é manter ambientes limpos e ventilados, evitar o acúmulo de lixo e alimentos expostos, além de utilizar equipamentos de proteção ao realizar limpeza de locais fechados por muito tempo. Também é recomendado umedecer o ambiente antes da varrição para evitar que partículas contaminadas sejam espalhadas pelo ar.
O Ministério da Saúde considera a hantavirose uma doença rara, porém de alta letalidade, exigindo atenção especial dos serviços de vigilância epidemiológica em todo o país.
Da redação Mídia News





