OMS monitora surto de hantavírus associado a cruzeiro internacional
Seis casos foram confirmados após viagem marítima e autoridades de saúde reforçam alerta para investigação epidemiológica

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta semana a confirmação de seis casos de hantavírus relacionados a passageiros que participaram de um cruzeiro internacional. O alerta mobilizou autoridades sanitárias de diferentes países, que agora investigam a origem das infecções e monitoram possíveis novos casos ligados à embarcação.
Segundo informações divulgadas pela OMS, os pacientes apresentaram sintomas compatíveis com a doença após o término da viagem. Entre os sinais registrados estão febre alta, dores musculares, fadiga intensa, dificuldade respiratória e alterações pulmonares, características frequentemente associadas à infecção pelo hantavírus.
A entidade internacional destacou que equipes de vigilância epidemiológica estão realizando rastreamento dos contatos próximos dos passageiros e tripulantes que estiveram a bordo. O objetivo é identificar rapidamente outras pessoas que possam ter sido expostas ao vírus durante o período da viagem.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. A contaminação costuma ocorrer pela inalação de partículas suspensas no ar em ambientes fechados ou contaminados. Embora os casos estejam relacionados ao cruzeiro, as autoridades ainda não confirmaram se a exposição ocorreu dentro da embarcação ou em alguma parada realizada durante o trajeto.
Especialistas em saúde pública ressaltam que a doença não possui transmissão sustentada entre pessoas na maioria das variantes conhecidas, mas reforçam que a investigação continua para descartar qualquer hipótese adicional. A OMS também informou que acompanha o cenário em conjunto com centros de controle de doenças e ministérios da saúde dos países envolvidos.
A Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus é considerada grave e pode apresentar rápida evolução clínica. O tratamento é baseado em suporte médico intensivo, já que não existe medicamento antiviral específico para a doença. A taxa de mortalidade pode variar conforme a cepa do vírus e a rapidez do atendimento médico.
Autoridades sanitárias orientam passageiros que participaram do cruzeiro e apresentem sintomas respiratórios ou febre a procurarem atendimento médico imediatamente, informando o histórico recente de viagem. Medidas preventivas, como evitar contato com locais infestados por roedores e manter ambientes higienizados, seguem sendo recomendadas para reduzir o risco de infecção.
A OMS informou que continuará divulgando atualizações conforme o avanço das investigações laboratoriais e epidemiológicas envolvendo os casos confirmados.
Da redação Mídia News


