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Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados a Maduro

Governo de Buenos Aires endurece regras e mira pessoas associadas ao regime chavista, citando riscos à segurança nacional

O governo da Argentina anunciou novas restrições à entrada e permanência de cidadãos da Venezuela que possuam vínculos diretos ou indiretos com o regime do presidente Nicolás Maduro. A medida faz parte de um pacote de endurecimento das políticas migratórias adotado pela atual gestão argentina, que afirma buscar maior controle e transparência nos processos de imigração.

De acordo com autoridades do Ministério do Interior, a decisão tem como foco indivíduos suspeitos de participação em esquemas de corrupção, violações de direitos humanos ou atividades políticas consideradas alinhadas ao chavismo. O governo argentino sustenta que a restrição não atinge refugiados ou cidadãos venezuelanos que fogem da crise humanitária, mas sim pessoas com histórico de atuação junto ao aparato estatal venezuelano.

A iniciativa ocorre em meio ao reposicionamento diplomático da Argentina sob a presidência de Javier Milei, que tem adotado discurso crítico a governos autoritários da região. Analistas apontam que a medida reforça o alinhamento de Buenos Aires a países que defendem maior pressão internacional contra o regime de Maduro.

Entidades de direitos humanos acompanham o tema com cautela e defendem que eventuais restrições respeitem acordos internacionais e o direito ao asilo. Já setores do governo argentino afirmam que os controles serão feitos caso a caso, com base em informações de inteligência e cooperação internacional.

A decisão tende a gerar repercussão regional, especialmente diante do fluxo contínuo de venezuelanos que buscam refúgio em países da América do Sul diante da prolongada crise política e econômica em seu país de origem.

Da redação Mídia News

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