
O Brasil deixou de integrar o grupo das dez maiores economias do mundo. De acordo com levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating, o país passou a ocupar a 11ª posição no ranking global calculado com base no Produto Interno Bruto (PIB) em valores correntes.
Em 2024, o Brasil ainda figurava na décima colocação. A mudança ocorreu após a Rússia avançar no ranking e ultrapassar tanto o Canadá quanto o próprio Brasil.
Ranking das maiores economias do mundo
Segundo o levantamento, a atual configuração das maiores economias globais é a seguinte:
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Estados Unidos
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China
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Alemanha
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Japão
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Índia
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Reino Unido
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França
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Itália
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Rússia
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Canadá
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Brasil
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Espanha
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México
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Austrália
Crescimento econômico não evitou queda
Apesar da perda de posição no ranking internacional, o desempenho da economia brasileira foi positivo em 2025. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o PIB do país cresceu 2,3% em relação a 2024.
No quarto trimestre de 2025, o Brasil apresentou o 39º melhor resultado entre 50 economias analisadas pela Austin Rating. No período, o crescimento foi de 0,1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Mesmo com avanço moderado, o desempenho brasileiro superou o de alguns países desenvolvidos. O Canadá registrou retração de -0,2%, enquanto Coreia do Sul e Noruega tiveram queda de -0,3% cada. Já a Irlanda apresentou recuo de -0,6%.
Por outro lado, o resultado brasileiro ficou abaixo do observado em economias como Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).
Impacto do câmbio
Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, a mudança na posição do Brasil está diretamente relacionada ao comportamento das moedas no mercado internacional.
De acordo com o especialista, os rankings globais utilizam como referência a taxa de câmbio média anual. Embora o real tenha se valorizado no final de 2025, a média do ano registrou desvalorização frente ao dólar.
“A moeda russa se valorizou bastante na média de 2025, o que ajudou a impulsionar o país no ranking”, explicou Sartori. “A troca de posições reflete mais a valorização da Rússia e as oscilações cambiais do que uma deterioração da economia brasileira”.
Projeção para 2026
A Austin Rating projeta que o PIB brasileiro crescerá cerca de 1,7% em 2026. Segundo a análise da consultoria, o avanço observado em 2025 foi fortemente impulsionado pelo agronegócio, beneficiado por uma supersafra.
Para o próximo ano, a expectativa é de um crescimento mais equilibrado entre os setores produtivos, com recuperação gradual da indústria e dos serviços.
Em valores correntes, a economia brasileira somou aproximadamente US$ 2,2 trilhões em 2025. Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o país deverá permanecer na 11ª posição no ranking global também em 2026.
Da redação Mídia News

