
A chamada “saidinha” de 2025 resultou em um número preocupante de detentos que não retornaram às unidades prisionais após o período de saída temporária. De acordo com levantamentos preliminares das secretarias estaduais de Administração Penitenciária, quase 2 mil presos são considerados foragidos em todo o Brasil, reacendendo o debate sobre a eficácia e os riscos do benefício.
A saída temporária, prevista na Lei de Execução Penal, é concedida a presos do regime semiaberto em datas comemorativas, como Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais e Páscoa, desde que cumpram requisitos como bom comportamento e parte da pena. No entanto, a reincidência de casos de não retorno tem gerado críticas de autoridades, especialistas em segurança e da população em geral.
Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná concentram a maior parte dos foragidos, segundo dados parciais. Em São Paulo, por exemplo, o número de presos que não retornaram após a última saída temporária já ultrapassa centenas, pressionando as forças de segurança e ampliando a sensação de insegurança.
Parlamentares e entidades ligadas à segurança pública defendem a revisão ou até mesmo a extinção do benefício, argumentando que ele coloca a sociedade em risco e facilita a reincidência criminal. Já defensores dos direitos humanos e especialistas em ressocialização sustentam que a saída temporária é um instrumento importante para a reintegração social dos detentos, desde que haja fiscalização rigorosa e critérios mais rígidos.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que acompanha a situação e que os estados são responsáveis pelo controle e recaptura dos foragidos. Operações de busca já estão em andamento em diversas regiões do país, com apoio das polícias civis e militares.
Enquanto o debate avança no Congresso Nacional e na sociedade, o número elevado de presos que descumpriram as regras da saidinha de 2025 reforça a necessidade de mudanças no sistema e de maior rigor no acompanhamento dos beneficiados.
Da redação Mídia News



