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Coincidências ou Consequências dos efeitos da Metaciencia

Como afirma o autor Leandro Narloch sobre a moderna Metaciencia, a ciência que estuda a ciência:

“Press-replicabilibility-gap: a lacuna entre o alarde da imprensa e a solidez dos estudos. Quanto mais um estudo vira notícia, menos confiável ele tende a ser.”

Link da Matéria denominada: Desmatamento no Pantanal cresce 16,5% e atinge maior índice desde 2006…

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“-No último ciclo de monitoramento, o Pantanal perdeu 842,44 quilômetros quadrados de vegetação nativa, um aumento de 16,5% em relação ao período anterior. Desse total, 640,29 quilômetros quadrados ficam em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 76% de toda a área suprimida no bioma. Mato Grosso respondeu pelos out 24%.”

“-Desde o início da série histórica, o bioma já perdeu mais de 31 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa, o equivalente a cerca de 20,7% de sua área total.”

“-O peso de Mato Grosso do Sul aparece com ainda mais clareza quando os dados são detalhados por município. Corumbá lidera o ranking de supressão no Pantanal em 2024, com 402,07 quilômetros quadrados, quase metade de tudo o que foi registrado no bioma.”

Já que falamos de peso, perda de vegetação nativa não significa totatilidade de desmatamento, portanto guiados por números tomados pelo arbítrio da articulista, abandonamos o percentualismo inicial e adentramos ponderação sobre percentuais de MS e Corumbá, confundindo talvez que tais números de desmatamento do INPE se referem a um possível desmatamento total no Bioma , só em Corumbá chegou-se a um peso de metade do Bioma

Mesmo entendendo a existência de dois estados e um só Pantanal, existem dados oficiais disponíveis na rede sobre áreas dos Estados de Mato Grosso do Sul e seu recente Pantanal Sulmatogrossense (sic) e Mato Grosso e seu Pantanal Matogrossense….

“-Mato Grosso do Sul ocupa uma área de 357.142,082 km2, onde Corumbá detém 64.721,719.”

“-Mato Grosso com uma área de 903 207,050 km², constituindo-se na décima nona maior subdivisão mundial.”

Como velho pantaneiro peço licença para considerar o quão ofensivo são esses números que claramente foram torturados para construirem uma narrativa da pior manipulação subjetiva possível, interpretando parcialmente os imparciais números do INPE, já que também foram desmascarados oficialmente pelo MAP Biomas e na recente derrota no STF que aceitou no julgamento as bases científicas previstas no PCBAP- Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai.

Milita cabalmente em desfavor da gritaria ongueira que “perda de vegetação nativa” é também outro parâmetro altamente subjetivo, para medir desmatamento, pois deveria ser ponderada com as áreas degradadas transformadas em florestas cultivadas ou Integração Lavoura Pecuária Florestas.

Talvez os logaritmos das imagens de satélite estejam considerando as imensas áreas de recorrentes incêndios nas “áreas protegidas” de Parques, APAs e RPPNs do sistema SNUC principalmente nas matas ciliares dos rios corixos e baías, que tiveram a infelicidade de serem esterilizados da população e da criação tradicional, devastadas por dezenas e centenas de quilômetros até no seu entorno.

Reiteramos singelo resumo da cultura pantaneira denominado quatro fatos comprováveis da cultura empírica sustentável histórica no Pantanal:

Vídeo Ewerton Androlage

1) Substituição de pastagens não é desmatamento;

2) Áreas alagadas não são tributáveis;

Parques, Reservas e RPPNs, por acumular material vegetal combustível, matam e destroem fauna e flora :

3) Na seca, com incêndios;

4) Na cheia, com dequada.

Embora cansados de tentar responder tentando iluminar que as consequéncias de 40 anos de dominação ambientalista não são coincidências com a degradação de 20% do Pantanal, os pantaneiros continuarão a expor que a beleza e o percentual legal do qual muitos abrem mão voluntariamente de desmatar, sejam ponderados antes do espocar um linchamento virtual que os interessados na extinção e varredura para longe de quem verdadeiramente cuida do Pantanal, continuam a patrocinar…

Armando Arruda LacerdaPorto São Pedro

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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