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Incêndios e dequadas: Resposta rápida do Pantanal ao aumento de Parques e Reservas.

O artigo defende protagonismo da cultura pantaneira tradicional e critica ampliação de áreas protegidas sob gestão externa

Os ongueiros e os expropriadores passarão …
Os pantaneiros?
Passarinho !

Utilizo a metáfora do gaúcho Mario Quintana para dizer que neste jogo sobre a conservação, os próximos incêndios ou a próxima enchente mostrarão, mais uma vez, onde está a verdade.

Todas estas áreas ditas “protegidas” por lobby de ongs e ignorantes letrados urbanos, que insistem teimosamente nesse modelo de reservas e parques, absolutamente fracassados e destruidores de fauna e flora, na enchente com dequadas e na seca com incêndios descontrolados.

Modeio atrasado e absolutamente destrutivo ao Pantanal, onde só a vaidade e a arrogância estúpida, insistem em aumentar a dose de veneno achando que, desta vez, agora sim, o resultado será diferente.

Creio que o bom senso e a conservação multi secular da cultura desenvolvida na histórica pastorícia dos criadores pantaneiros nestes mares de capim, triunfará em breve, retornando ao Pantanal tempos de verdadeiro paraíso da herbivoria adaptada a manutenção integral de toda fauna e flora e da beleza singular que abriga tanto nos pulsos de seca, como de inundação.

Nessas áreas “protegidas” a verdade e a beleza do Pantanal triunfarão e os gados voltarão a pisar com seus quatro poderosos pés, incorporando organicamente os restos da vegetação como adubos essenciais ao desenvolvimento da fauna e flora, os que evidentemente sobraram, após intensamente forrageados pelas criações de bovinos, equinos, ovinos e caprinos, pastejo benfazejo consumidor do excesso de vegetação e que a transforma na melhor proteína animal, verdadeiro remédio para males do corpo e do espírito.

Portanto, as milhares de ervas e capim, em vez de se decomporem ou incendiarem, se farão carne, para sustentar e alimentar todas as formas de vida que fazem a beleza e a perenidade deste Jardim do Éden nesta nave mãe Terra: O Pantanal.

Não é profecia, mas simplesmente confiança de que o fogo do inferno não prevalecerá no Pantanal, como meu pai Pedrinho e minha mãe Eudóxia me ensinaram, pois haviam aprendido dos pais de seus pais, que aprenderam dos pais de seus pais, que todo sofrimento pela injustiça guarda em si a semente do bem maior, como previsto quando aceitarmos seguir nosso Criador que já anunciou: “- Segui-me. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!”

Armando Arruda LacerdaPantaneiro

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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