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Endividamento elevado e juros altos colocam 43% das PMEs em risco de insolvência no Brasil em 2026

Estudo aponta comprometimento crescente do caixa das empresas, pressionadas por dívidas, custos operacionais e cenário econômico desafiador

O ambiente econômico brasileiro em 2026 tem imposto desafios significativos às pequenas e médias empresas (PMEs), que enfrentam um cenário marcado por juros elevados, aumento de custos e alto nível de endividamento. Levantamento divulgado pela coluna Radar Econômico, da revista Veja, revela que cerca de 43% dessas empresas estão sob risco real de insolvência no país.

O estudo foi realizado pela consultoria W1 Business, que analisou 134 companhias de diversos setores da economia. Os dados evidenciam um quadro preocupante para o empreendedorismo nacional, exigindo maior cautela e disciplina na gestão financeira.

Entre os principais fatores de pressão, o endividamento se destaca como a maior ameaça à sustentabilidade das empresas. De acordo com o levantamento, 59% das organizações analisadas possuem dívidas ativas. O valor médio desses débitos chega a R$ 2,54 milhões, enquanto o faturamento anual médio gira em torno de R$ 8,62 milhões.

A relação entre dívida e receita demonstra um nível elevado de comprometimento do caixa, especialmente diante de despesas fixas e custos operacionais crescentes. Esse cenário reduz a capacidade de investimento e dificulta a manutenção das atividades no médio e longo prazo.

Os setores mais impactados são os de transporte, serviços e comércio varejista, que concentram maior volume de dívidas de curto prazo. Especialistas apontam que o uso recorrente de crédito para financiar capital de giro, somado às altas taxas de juros, tem provocado um efeito acumulativo nas obrigações financeiras das empresas.

Muitas organizações recorrem a empréstimos para manter operações básicas, mas acabam ampliando sua exposição ao risco e reduzindo a margem de manobra diante de imprevistos econômicos.

Além das dificuldades atuais, o mercado também acompanha com atenção as mudanças previstas para 2027. A implementação da Reforma Tributária deve alterar a dinâmica fiscal, com expectativa de aumento da carga tributária sobre o setor de serviços, o que pode intensificar ainda mais a pressão sobre as PMEs.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de uma gestão financeira rigorosa. Medidas como renegociação de dívidas, controle de despesas e planejamento estratégico são apontadas como essenciais para garantir a sobrevivência dos negócios.

A reorganização financeira, neste contexto, torna-se um fator determinante não apenas para a continuidade das empresas, mas também para a preservação de empregos e da renda de milhares de famílias brasileiras que dependem diretamente dessas atividades.

Da redação Mídia News

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