
A Globo vive um momento aparentemente contraditório no mercado de mídia brasileiro. Mesmo com a queda registrada nos índices de audiência em diferentes faixas horárias ao longo de 2025, a emissora tem conseguido ampliar significativamente sua receita publicitária, surpreendendo analistas do setor e concorrentes diretos.
Dados internos e projeções de consultorias especializadas indicam que a emissora vem compensando a redução no público tradicional com uma expansão agressiva em formatos comerciais multiplataforma. O foco em campanhas que integram TV aberta, Globoplay, redes sociais e produtos digitais tem atraído novos anunciantes e aumentado o valor médio das cotas.
Especialistas apontam que, apesar da erosão natural da TV aberta diante do avanço do streaming, a Globo ainda mantém poder de influência, principalmente em grandes eventos como novelas, telejornais de referência e transmissões esportivas. A emissora também tem investido em tecnologia de segmentação para entregar campanhas mais eficazes – um movimento que melhora o desempenho publicitário independentemente dos números consolidados de audiência.
Internamente, a queda no Ibope preocupa setores mais tradicionais da empresa, mas o desempenho financeiro tem dado fôlego à estratégia digital. Executivos avaliam que o futuro do grupo depende menos do “share” da televisão linear e mais da capacidade de transformar conteúdo em múltiplas fontes de receita.
A combinação de menor audiência com maior faturamento revela uma mudança estrutural no mercado: o valor comercial da Globo está cada vez menos ligado exclusivamente ao tamanho de sua plateia e mais ao alcance integrado de seu ecossistema de mídia.
Da redação Mídia News

