
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) iniciou, nesta segunda-feira (26), uma nova etapa no processo de habilitação de condutores. As alterações, previstas na Portaria Detran-MS “N” nº 202, publicada em 20 de janeiro, encerram oficialmente a realização da prova de baliza dentro do pátio da autarquia e introduzem mudanças significativas na forma de avaliação dos candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A última prova no modelo antigo foi realizada na sexta-feira (24) e teve um caráter simbólico. A estudante Maria Eduarda Franciozi, de 18 anos, foi a última candidata a executar a tradicional baliza nas dependências do Detran. Em processo de habilitação desde outubro de 2025, ela avaliou a mudança com cautela. “Não achei a baliza difícil. O que mais atrapalha é o nervosismo. Com menos aulas obrigatórias e uma prova mais longa, quem nunca dirigiu pode ter mais dificuldade”, avaliou.
Com a nova regulamentação, o exame prático passa a ocorrer exclusivamente em vias públicas, em situações reais de tráfego, sob acompanhamento direto do examinador. A proposta é avaliar o candidato em condições mais próximas da realidade do dia a dia, observando domínio do veículo, respeito às normas de trânsito, tomada de decisão e condução segura.
Outra mudança relevante está na pontuação. Antes, o candidato podia cometer até três pontos em faltas leves, médias ou graves. Agora, o limite máximo passa a ser de dez pontos, seguindo a classificação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): infração leve (1 ponto), média (2), grave (4) e gravíssima (6). A atualização busca maior equilíbrio entre rigor técnico e avaliação prática.
Segundo a gerente de Exames do Detran-MS, Lina Zeinab, a medida tem caráter provisório e antecipa diretrizes previstas na Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que criará o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. “A avaliação continua criteriosa e baseada em parâmetros objetivos. O foco é garantir que o condutor esteja apto a dirigir com responsabilidade e segurança”, destacou.
A expectativa é que o novo modelo torne o processo mais alinhado à realidade do trânsito brasileiro, sem comprometer o rigor técnico exigido para a formação de novos motoristas.
Da redação Mídia News





