
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dará início a um amplo estudo clínico que irá avaliar o uso de uma injeção de longa duração como método de prevenção ao HIV em sete cidades brasileiras. A pesquisa, considerada estratégica para o avanço das políticas públicas de saúde, tem como objetivo analisar a eficácia, a segurança e a adesão ao medicamento injetável, que pode representar um novo marco na prevenção da infecção pelo vírus no país.
Coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz, o estudo integra esforços internacionais voltados à ampliação das opções de profilaxia pré-exposição (PrEP). Diferentemente do modelo tradicional, baseado no uso diário de comprimidos, a proposta do novo medicamento é oferecer proteção prolongada por meio de aplicações periódicas, o que pode facilitar a adesão, especialmente entre populações mais vulneráveis.
As sete cidades participantes foram selecionadas por critérios epidemiológicos e pela capacidade de infraestrutura em pesquisa clínica. O estudo contará com voluntários maiores de idade, que serão acompanhados por equipes multidisciplinares, com monitoramento constante, exames laboratoriais e orientações de saúde. A expectativa é reunir dados robustos sobre a resposta do organismo ao medicamento e seu potencial impacto na redução de novos casos de HIV.
Segundo especialistas envolvidos no projeto, o uso de injeções de longa duração pode superar desafios históricos enfrentados pela prevenção ao HIV, como o esquecimento do uso diário e o estigma associado ao tratamento contínuo. Além disso, a iniciativa reforça o papel do Brasil como referência internacional em pesquisas na área de doenças infecciosas e na adoção de estratégias inovadoras no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Fiocruz destaca que o estudo seguirá rigorosamente os protocolos éticos e científicos exigidos por órgãos reguladores nacionais e internacionais. Os resultados obtidos poderão embasar futuras decisões do Ministério da Saúde sobre a incorporação do medicamento às políticas públicas, ampliando o acesso à prevenção e contribuindo para o controle da epidemia de HIV no país.
Com a iniciativa, a instituição reafirma seu compromisso histórico com a ciência, a inovação e a promoção da saúde pública, fortalecendo ações que buscam reduzir desigualdades e salvar vidas por meio da pesquisa científica.
Da redação Mídia News


