Jogos de Milão-Cortina adotam microchips em trajes para evitar fraudes no salto de esqui
Medida surge após escândalo envolvendo manipulação da região genital para obtenção de vantagem aerodinâmica

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, devem marcar uma mudança inédita nas regras do salto de esqui com a adoção de microchips nos uniformes dos atletas. A decisão foi tomada após denúncias de manipulações nos trajes com o objetivo de gerar vantagens aerodinâmicas durante as competições.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, atletas teriam utilizado métodos irregulares para aumentar o volume na região da virilha, incluindo aplicações de substâncias como ácido hialurônico e até a inserção de materiais nas roupas íntimas. O objetivo seria ampliar a circunferência do traje, fator que pode aumentar a sustentação do atleta durante o salto e reduzir a velocidade de queda.
No salto de esqui, o uniforme exerce papel fundamental no desempenho esportivo. Quando o traje apresenta maior área de superfície, ele pode funcionar de maneira semelhante a um planador, contribuindo para saltos mais longos. Estudos científicos indicam que pequenas alterações nas medidas do traje podem provocar diferenças significativas na performance. Pesquisas apontam que o aumento de apenas dois centímetros na circunferência do uniforme pode resultar na redução do arrasto e no aumento da sustentação, permitindo ganhos que podem ultrapassar cinco metros na distância do salto.
O escândalo ganhou repercussão internacional após o Campeonato Mundial da modalidade, quando integrantes da equipe da Noruega foram flagrados manipulando deliberadamente os trajes. Como consequência, membros da comissão técnica receberam suspensões superiores a um ano, enquanto atletas envolvidos foram afastados temporariamente das competições.
Diante da repercussão do caso, a Federação Internacional de Esqui (FIS) decidiu reforçar o controle sobre os equipamentos utilizados pelos competidores. Entre as novas medidas estão o escaneamento tridimensional dos atletas para garantir precisão nas medidas dos uniformes, a criação de postos de fiscalização durante as competições e a instalação de microchips considerados invioláveis nos trajes.
O novo sistema permitirá identificar qualquer alteração irregular nos equipamentos ao longo das provas. Caso sejam constatadas infrações, os atletas estarão sujeitos a advertências progressivas, com aplicação de cartões amarelos e vermelhos, modelo semelhante ao utilizado no futebol.
As novas regras têm como objetivo preservar a igualdade de condições entre os competidores e reforçar a credibilidade da modalidade em eventos internacionais.
Da redação Midia News

